quinta-feira, 18 de abril de 2019

Lipoaspiração: solução para eliminar gordura localizada


De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica a lipoaspiração representa 20% das cirurgias procuradas no Brasil

Nany Sene

Imagem Ilustrativa
Uma das cirurgias mais procuradas no Brasil é a lipoaspiração, que consiste na retirada da gordura localizada. Diversas famosas já aderiram ao procedimento entre elas estão a atriz Paolla Oliveira, a cantora Anitta, a modelo Viviane Araújo, entres outras.

“Esse procedimento é indicado para pessoas que desejam remover excesso de gordura localizada, para aquelas que desejam redistribuir essa gordura tirando dos locais indesejados e colocando onde há falta desse tecido gorduroso (lipoescultura)”.explica o  cirurgião plástico Bruno Henrique Braga Passos, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

O cirurgião explica como é feito o procedimento “A cirurgia é feita em ambiente hospitalar, sob anestesia, com o uso de cânulas acopladas a um sistema de vácuo, essas cânulas, que podem ser vários calibres, são passadas repetidas vezes abaixo da pele e a gordura ali localizada é aspirada”.
Pré-operatório
“No período pré-operatório, tudo corre como em qualquer cirurgia: são feitos todos os exames de rotina, exames de ultrassom de parede abdominal, se for lipoaspirar a região anterior do abdome, uma consulta com um cardiologista e um anestesista da equipe que irá atender a paciente no dia da cirurgia” explica o cirurgião.
Pós-operatório
“No pós-operatório, é importante que o paciente se lembre de mover-se ativamente em casa, ingerir líquido, evitar exposição ao sol. A dor é controlada com analgésicos simples e a drenagem linfática é fundamental para diminuir o inchaço e evitar a formação de fibrose” alerta Dr. Passos.

De acordo com o cirurgião o período mínimo para a recuperação é de 7 a 10 dias. Mas a recuperação completa em torno de 20 a 30 dias, dependendo das condições do paciente e da extensão da cirurgia.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Projeto de lei busca forma de diminuir casos de homicídio em MS


O estado ocupa a 6º posição no ranking de mulheres assassinadas no país segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública


Nany Sene

Foto:  Suely Buriasco
Diariamente é possível ver nos noticiários uma mulher que foi agredida ou assassinada e Mato Grosso do Sul está entre os estados que mais apresentam casos de mulheres vítimas de violência e o pior de tudo é que o ato é praticado pelos próprios parceiros. 

O estado ocupa a 6º posição no ranking de mulheres assassinadas no país segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). De acordo com a advogada Sylvia Amélia a explicação dessa taxa tão elevada de homicídios pode ser explicada pelo fato de como os casos de violência e assassinato se tornam públicos. E esses dados podem ser ainda maiores, pois muitas mulheres acabam não denunciando por medo.

Mas um projeto de lei está em tramitação na Assembleia Legislativa e tem como finalidade reduzir o número de vítimas. O Projeto “Ronda Maria da Penha” baseia-se na criação de uma linha direta disponível para as vítimas 24 horas por dia, e também aumentar das rondas. O projeto busca complementar outro já existente no estado o “Programa Mulher Segura” (PROMUSE) que trabalha com a prevenção da violência.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Japão passa por crise de mão de obra e facilita entrada de imigrantes


A medida que facilita a entrada de imigrantes entrou em vigor em 1º de abril

Nany Sene

Foto: site EKonomista
O Japão vem sofrendo com a falta de mão de obra, e desde 2018 o governo prévia medidas para facilitar entrada de trabalhadores vindos de outros países. O fator responsável por essa demanda é a queda da natalidade, o país apresenta a segunda menor taxa do mundo, ficando apenas atrás da Correia do Sul: 1,4 filhos por mulheres, outro fator dominante é a alta expectativa de vida, em média (85,5 anos).

Mesmo o país investindo em alta tecnologia como o uso de robôs ainda assim é necessária mão de obra humana. O visto para quem deseja ingressar no Japão contará com duas versões, ambas exigem que sejam realizados vários testes, incluindo um exame da língua japonesa, além disso, o trabalhador deverá ser patrocinado pela empresa contratante.

O primeiro tipo de visto é destinado para pessoas com baixa escolaridade, segundo o G1 Mundo, publicado no dia 10/04/2019, “quatorze áreas da indústria, incluindo serviços de alimentação, limpeza, construção, agricultura, pesca, reparação de veículos e operação de máquinas industriais” serão ofertadas para esse publico. Uma das exigências é que os imigrantes não poderão levar parentes, o visto poderá ser renovado a cada cinco anos.

Já no segundo caso para pessoas com maior qualificação, os trabalhadores poderão levar seus familiares, desde que seja cumprido as exigências da lei.

Marilena Grolli leva a arte para todos os lugares por meio do grafite


“Eu acho que é um bom momento sim e já se tem vários espaços de exposição” conta Marilena

Mayara Fernandes

Artista Marilena Grolli
Com quase 25 anos de dedicação exclusiva a arte Marilena Grolli, já foi reconhecida tanto nacionalmente quanto internacionalmente. Artista de nascença deu inicio a paixão quando criança. “O meu interesse pela arte ele começou na infância, eu não lembro de nenhuma fase que eu já não amasse desenhar e tivesse essa sensibilidade artística. Então na infância mesmo, na época da primeira série, eu calculo que lá pelos meus 5 anos eu já desenhava tudo que eu via e tentava reproduzir desenhos de gibi e tudo mais” conta Marilena.

Com habilidades em várias técnicas, a artista já trabalhou com cerâmica, esculturas, xilogravura, linóleo, artes digitais, entre diferentes processos. Mas o cartoon contemporâneo foi o estilo que realmente se incorporou em sua identidade e ela vem seguindo essa linha trabalho a um bom tempo. Com trabalhos em tinta acrílica sob diferentes tipos de suporte e nos muros da cidade com o grafite. Influenciada pela arte do cotidiano, se inspira em situações do dia a dia, visando trazer formas e desenhos que mostram situações corriqueiras e que vão do cômico para o trágico, e até mesmo trazendo critica a essas situações.

Com o reconhecimento e uma longa trajetória no mundo artístico, Marilena já realizou cursos, oficiais e exposições nacionais e internacionais. Além de ser premiada com sua produção artística. Foi jurada, coordenadora e curadora de diversas exposições, salões e eventos no meio artísticos.  Gestora da Artes do Núcleo de Artes Visuais da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, também se dedica ao curso de Pós-graduação na faculdade Novo Oeste como professora e é galerista. 

“Todo o artista ele quer reconhecimento da arte, reconhecimento do meu trabalho graças a deus eu já tenho, respeito, credibilidade, isso eu já tenho. Mas a gente sempre quer mais, quer mais reconhecimento, quer mais respeito e que o trabalho seja ainda mais reconhecido, em diferentes países e no mundo” conta.

A artista julga um bom momento para as artes na cidade, mas ressalta que ainda é complicado o artista viver somente em prol a sua arte, pois a questão comercial ainda é complicada. Mesmo diante a reconhecimento e respeito, muitos ainda buscam meios de levar suas artes a diversos locais do país e até mesmo internacionalmente. 

“Como eu já faço arte em campo grande a mais de 25 anos, eu calculo que a uns 10 anos atrás principalmente em relação ao grafite não era um momento tão interessante, em relação a respeito, porque o grafite sempre foi considerado uma arte marginal. Diferente das artes visuais, das artes plásticas, que eu faço também exposições em telas e em vários suportes. Mas eu acho que é um bom momento sim e já se tem vários espaços de exposição”.

Marilena da Silva Grolli, filha de Maria Coelho da Silva e de Antônio Alves da Silva, 45 anos, artista visual e grafiteira. Mulher, sul-mato-grossense é uma artista que representa a nós e a nossa cultura.

terça-feira, 9 de abril de 2019

Brasileiros são os que mais sofrem com ansiedade


Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) cerca de 9,3% dos brasileiros sofrem de ansiedade

Nany Sene

Foto: Khosrork/iStock
Vivemos na era da globalização onde tudo é para ontem e as informações circulam na velocidade da luz, no meio de tanta correria do dia a dia, muitas vezes não sobra tempo para quase nada, principalmente para cuidar do presente.  Segundo a psicóloga Lígia Burton Ferreira os transtornos de ansiedade são hoje os mais diagnosticados, tanto que um estudo de epidemiologia de São Paulo mostrou que 10% da população sofre de ansiedade.

Segundo a psicóloga existe uma diferença entre ansiedade e angustia. “A ansiedade está relacionada ao desejo, a essa crise do desejo, de querer muito algo e não saber se vai acontecer ou não querer muito uma coisa e ter medo de não conseguir evitar. Já a angústia é algo que muitas vezes é a passagem para o ato ou a somatização. Então, em muitos momentos, o sujeito nem sabe que está ansioso, resolve na ação ou existe um desconforto, podendo estar acompanhado de dores, como dor de garganta, enxaquecas” explicou Ligia Burton.

De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5.ª edição (DSM-IV) existem diferentes tipos de diferentes de ansiedade:  
Transtorno do pânico (com ou sem agorafobia) “o indivíduo sente fortes sensações de que está para morrer, como se estivesse tendo um ataque do coração ou então, sente que está perdendo o controle, que está enlouquecendo ou perdendo a consciência”.
Transtorno de ansiedade generalizada (TAG) “não está ligado a sensações corporais específicas como no tipo anterior. No TAG, o estresse ou preocupações excessivas podem ser levantados como causas de pensamentos e sentimentos que desencadeiam a ansiedade”.
Fobia social (ou a ansiedade social) “é um dos tipos de ansiedade mais comuns e a acontecem sempre em situações públicas, tendo por base a avaliação que os outros podem ter de um dado desempenho. ”
Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) “ é causado por um trauma, por um evento terrível que realmente aconteceu na história da pessoa”.

A psicóloga explica que o tratamento indicado é a psicanálise e de acordo com o ponto de vista psicanalítico não existe cura por se tratar de um conceito problemático, como a vida é constituída de momentos bons e ruins e não existe como controlar determinadas situações e por conta disso é possível voltar para a terapia a qualquer momento.

“A psicanálise como um tratamento vai se ocupar da linguagem que o inconsciente esta usando, através do afeto da angústia e ansiedade para se manifestar. A psicanálise vai tratar a ansiedade, sempre que o paciente a identificar como algo que prejudique a sua vida em qualidade ” explica Ligia Burton.
Psicóloga Lígia Burton Ferreira CRP 14/07526-3
Telefone pra contato: (51) 9338-4545

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Marina Peralta: a despedida da Cidade Morena


A artista sai em busca de novas experiências e um novo momento em sua carreira

Mayara Fernandes

Foto: @pinhamarela
Marina começou o gosto pela música ainda criança, cantarolando em corais e aos 12 anos ganhou um violão e começou a compor. Nascida em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Deu inicio a sua carreira profissional em 2013, com influencias na grandeza e complexidade da música brasileira, o Rap, Reggae, R&B, Jazz. Marina optou pelo reggae como estilo musical para compor e a representar. Com assuntos culturais e cotidianos, ela não deixa de retratar denúncias contra desigualdades, espiritualidade e amor em suas composições.

Ao levar assuntos cotidianos, ela já emplacou diversos sucessos como “Ela encanta”, que retrata o lugar da mulher na sociedade, com todos os seus encantos e suas vontades. “Garôa” e “Agradece”, o hit que além de música, foi o título seu CD.

Com um trabalho autoral, leva toda sua suavidade e encanta com o seu som por onde passa, levando a resistência do roots, o empoderamento das mulheres e a força do povo, com pautas de igualdade social, economia e situação dos povos indígenas, deixa o seu repertorio ainda mais crítico e reflexivo, tudo de uma forma singela.

“Me sinto numa missão de vida, como se não tivesse como não estar fazendo isso. E na real é uma troca onde eu aprendo muito. É muito grande ver as pessoas cantando seu som, se identificando. Ainda hoje é sempre muito forte me apresentar, ainda que sem palco. Me senti e me sinto com uma arma poderosa na mão, ou melhor, na voz” conta Marina.

Com o seu crescimento nos últimos anos, a artista se despede desse formato de show com a banda atual da Tour Agradece, e vai rumo a São Paulo, buscar novas experiencias e um novo momento em sua carreira. “Quero manter minha missão e me explorar cada vez mais como artista” diz ela.

Foto: @pinhamarela
Estamos Viv@S, foi realizado no Rota Acústica, no sábado 06 de abril. O show foi uma despedida e um dos marcos na carreira da artista. Com muita chuva durante o dia, foi até cogitado a ideia de atrasos maiores para o show e até mesmo não acontecer o evento.

Com um atraso de alguns minutos, neblina e uma garoa fina, o show e todas as apresentações aconteceram de forma harmoniosa e natural. Aberto a todos os públicos, de crianças a idosos, o show teve stands de comida, arte, show com pyrofagia, roda de capoeira, oficinas para crianças e show de artistas da cidade.

Repleto de alegria, militância, Marina lembrou que lugar de mulher é onde ela quiser e que quando ela encanta, ela emana Luz, emoção e carinho ao público. E com a pauta em diversos assuntos, ela ainda lembra de Mayara Amaral, musicista morta na cidade, e deixa uma homenagem especial a ela.

Com a resistência e persistência no mundo musical, ela alcançou locais que jamais imaginou e tocou em assuntos de tabus diante a nossa sociedade. Marina se despede da cidade, para mergulhar ainda mais no fundo no mundo musical e trazer a sua carreira uma nova visão. E levando uma mensagem “Estamos Viv@s!”
Foto: @pinhamarela

sábado, 6 de abril de 2019

Arte urbana como forma de expressão em Campo Grande


Com intervenções em diversos pontos da cidade, artista encontra diversos tipos de públicos e opiniões


Mayara Ferandes


Leonardo Mareco
A Arte Urbana, surge no Brasil na década de 70, mas precisamente em obras de grafite nas paredes da cidade de São Paulo. Em meio ao advento da Ditadura Militar, com um inicio marginalizando, era usada como forma de críticas sociais, políticas e econômicas da realidade do país. Essa forma de arte vem tomando um constante crescimento e nos últimos tempos tem ganhado um valor cultural e mostrando que as manifestações populares podem ser envoltas de arte e de diferentes formatos culturais.

Apesar de muitos artistas de ruas, serem consagrados mundialmente, com reconhecimento midiático em diversos meios de comunicação de massas, muitos deles ainda vivem em uma situação regionalizada, apresentando suas obras e seus em um ambiente restrito. Leonardo Mareco, artista visual de Campo Grande, sempre foi interessado por arte, mas o interesse se intensificou na adolescência quando conheceu a cultura de rua, como o grafitti e todas as vertentes da arte urbana. Encantado com tanta informação e diferenças, os artistas deram início a uma busca de informação para ter mais conhecimento sobre a história da arte.

“Tudo que eu vejo, vivo e convivo! Acontece coisas diariamente nesse mundo louco, e tudo isso é uma forma de inspiração para mim, sejam coisas boas ou ruins, tudo está sendo absorvido de alguma forma e em algum momento é expressado na minha arte” explica.

Trabalhando com o lambe-lambe, cartazes fixados com cola, espalha a sua arte por diferentes pontos da cidade gerando interação com o público que geralmente leva alguma mensagem de resistência e manifesto. Com trabalhos de ilustrações e projetos independentes, Mareco se identifica mais com a arte do grafitti e suas vertentes.

Com alguns projetos independentes, Leonardo já participou de diversas exposições com alusão a consciência negra e diversas outras temáticas. Em sua primeira exposição individual, teve como oportunidade estar expondo na galeria de vidro na região da feira central, onde apresentou trabalhos com temáticas de cunho social.

“Meu objetivo é continuar desenvolvendo essa interação com as pessoas através da minha arte, espero que se torne cada vez mais acessível e comunicativa podendo dessa forma conscientizar as pessoas” conta o artista.

Com intervenções em diversos locais e eventos da cidade, o artista conta que encontra diversos tipos de públicos e opiniões, podendo ser perigoso em alguns momentos ao gerar conflitos de ideias, mas como artista se sente prazeroso ao observar como a arte pode mudar a visão de mundo de várias pessoas. 

As artes e intervenções podem ser vistas em diferentes pontos da cidade, fiquem atentos e apreciem o trabalho.