quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Projeto “Mãos Fraternas” monta enxovais para bebês de mães carentes


Costurar, alinhavar, passar, embalar e doar, essa tem sido a atividade desse grupo de senhoras que ajudam famílias carentes

Renan Santos

Há cerca de oito anos, surgiu o projeto com o nome inicial “Mãezinhas do Coração”, mas com o tempo o projeto foi reformulado e ganhou um novo nome “Mãos Fraternas”, com um significado bem singelo, que é a união, o afeto, respeito e a igualdade. No início era um pequeno grupo de senhoras que se uniram com uma ideia de produzir roupas de bebê para recém-nascidos carentes, e que hoje vem ganhando força, e novas integrantes que colaboram para que essa iniciativa continue a beneficiar muitas famílias.

Elisabete Franzin ou “Bete” como gosta de ser chamada, conta que o projeto nasceu com o intuito de ajudar ao próximo. “Nós já estamos a oito anos beneficiando várias mãezinhas carentes que está para ganhar bebê e não tem um enxoval, o nosso enxoval é produzido manualmente, contamos com um ciclo de senhoras que ajudam na confecção dessas roupinhas que são feitas com muito amor. Atualmente residimos em um espaço pequeno e simples, mas que não impede de nós trabalharmos, e nos reunimos toda terça-feira sempre felizes e com paixão pelo que fazemos” explica Elisabete.

O enxoval é completo e conta com lindas peças de roupas como, toalhinhas, manta, bodies, blusinhas, meias, casaquinhos, fraldas e sabonetes. Na montagem dos quites, as roupinhas são dobradas com maior cuidado para que não amasse, e colocadas dentro de uma sacola de TNT, dando um charme a mais nos enxovais que serão doados.

Elisabete relata que quando os quites estão montados realizam a entrega nas maternidades no dia seguinte. “Temos um contato com a assistente social, e ela direciona o mesmo para aquelas mãezinhas que não tem nenhuma roupinha ainda para seu bebê. O incrível é você olhar para aquela pessoa e ver o quanto ela ficou feliz por receber aquilo, isso é o que motiva a gente a continuar com o nosso projeto, você sente aquela sensação de dever cumprido, não existe nada mais gratificante que isso”.

Atualmente o projeto não recebe nenhum tipo de ajuda da prefeitura ou de entidades, elas contam com o apoio de amigos e pessoas que se sensibilizam com a iniciativa que elas tiveram em ajudar ao próximo. No final do expediente, elas se reúnem e fazem uma oração para agradecer a existência do projeto e que elas continuem a fazer esse trabalho do bem. Lembrando que todo ajuda é sempre bem-vinda, você pode conhecer e obter mais informações sobre o projeto entrando em contato através do e-mail elifranzin@gmail.com.

fotos: Renan Santos.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Black Friday: como fazer boas compras sem cair em uma armadilha


Heloysa Furtado*

A maior e mais famosa data promocional do comércio está chegando e com ela a euforia de comprar aquele objeto de desejo por um preço amigo. A vontade e o corre-corre são grandes e a chance de cair em uma cilada nas compras é maior ainda. O consumidor precisa se atentar à confiabilidade da empresa, seja ela física ou virtual, mas verdade seja dita: os problemas mais corriqueiros dessa época são em compras online.

Alguns sites possuem avaliações pelos seus usuários, o que também permite ao consumidor extrair informações importantes sobre a loja virtual, como, por exemplo, se o produto é de boa qualidade e se o site respeita os prazos combinados. O Procon também nos auxilia ao listar alguns sites fraudulentos. E o site da receita federal é um grande aliado, já que lá é possível conferir a situação do CNPJ da empresa.

Avalie, se aquele objeto que você está namorando há tempos estiver com um excelente preço na Black Friday, mas a venda somente está sendo permitida de forma virtual, atente-se aos certificados de segurança que todo site possui e se preocupe em verificar se o site é internacional. Em caso positivo, o cuidado deve ser dobrado, isso porque a aplicação do Código de Defesa do Consumidor no exterior não é sempre cabível e não é nem de longe algo simples. Ademais, as chances de extravio e os tributos cobrados pela importação devem ser pesados na balança na hora de colocar o produto no "carrinho".

O consumidor deve se certificar, ainda, que realmente está diante de uma promoção. Infelizmente, é comum algumas empresas "disfarçarem" o desconto. E como descobrimos essa "maquiagem" de promoção? Basta pesquisar o preço do produto em outras empresas para ter certeza que o preço está, realmente, baixo, para não comprar um produto que tem o mesmo preço fora da Black Friday. Fique atento! No mundo digital, aconselha-se o "print screen" da página a fim de comprovar essa maquiagem de preço. Aliás, o consumidor virtual deve salvar todas as informações necessárias para consubstanciar seus direitos, como e-mails, códigos de localização e ter cuidado em realizar a compra em computador público ou com redes abertas de wifi.

Uma outra questão recorrente é a empresa realizar a propaganda de determinado produto e quando o consumidor se direciona à loja é informado que o estoque esgotou. Atenção! Se na propaganda não houver alguma orientação sobre essa possibilidade, tal como a famosa frase "preço válido enquanto durarem os estoques", o consumidor poderá adquirir um produto similar (de outra marca) pelo mesmo preço.

Lembre-se, também, de "testar" a mercadoria. É bom deixar claro que, quando o consumidor se direciona a loja e escolhe o produto, o fornecedor não é obrigado a fazer a troca, situação diferente quando a compra é realizada via internet. O fato é que mesmo diante de um dia promocional os direitos do consumidor são preservados e devem ser respeitados.

Portanto, na Black Friday ou não, o consumidor tem - dentre outros – direito sobre informações do produto, de reparação em até 30 dias quando diante de vícios de qualidade ou quantidade, bem como ao direito de arrependimento (se o consumidor se arrepender de alguma compra realizada pela internet, poderá desistir da compra no prazo de 7 dias contados da data do recebimento da mercadoria, mesmo estando o produto sem defeitos. No entanto, é necessário que o consumidor devolva o produto na exata forma em que recebeu para fazer jus ao recebimento do dinheiro).

E nunca se esqueça: a oferta anunciada tem que ser cumprida. Se mesmo com todas as precauções, ainda assim, o consumidor se meter em uma emboscada, o melhor é procurar o Procon mais próximo ou um advogado especializado no assunto. Boas compras!

*Heloysa Furtado – Advogada e professora de Direito Empresarial e Tributário da Uniderp

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Suco Detox é o queridinho em lanchonete da Barão

Dentre os mais pedidos na lanchonete, o famoso suco verde se destaca

Renan Santos

O mais pedido é o suco verde
Os famosos sucos detox tem ganhado espaço na região central de Campo Grande, a bebida gelada leva em sua composição apenas frutas e vegetais ricos em vitaminas e que traz inúmeros benefícios a saúde, e com as altas temperaturas na capital, vai bem a qualquer hora.

A comerciante Maria Alves de Queiroz, de 52 anos, diz que “a ideia de abrir essa lanchonete no centro, começou com meu ex-sogro que tinha três garaparias, e surgiu a oportunidade dele me vender um dos pontos em 1985, inclusive é esse no qual resido até hoje, e já completou 33 anos que estou no mesmo local. Depois de 11 anos eu ampliei o espaço e fiz a inclusão de salgados e tubaína, incrementei os sucos energéticos, naturais, e os famosos detox que são feitos com vários componentes naturais” explica.

Maria relata, que pelo tempo em que o estabelecimento reside no centro, ela tem uma clientela fiel, principalmente nos dias em que está mais calor, os sucos detox tem uma saída ainda maior. De acordo com a revista Glamour, por ser uma bebida conhecida por eliminar as toxinas do corpo, é um dos principais aliados na hora de emagrecer, mas o que pouca gente sabe é que seus benefícios vão além da queima de gordura. O suco também é antioxidante e repõe os nutrientes do corpo.

A comerciante diz “a receita do suco conta com vários tipos de produtos, o mais pedido é o que tem na composição, limão, hortelã, couve-flor, gengibre, também é conhecido como suco verde, que prolonga a sensação de saciedade e regulam o intestino, já somam poucas calorias e são fonte de água e fibras. Tem também de melancia, limão, amora, cupuaçu, hortelã, couve e gengibre, dentre muitos outros”. Comenta a comerciante.

A lanchonete é simples, mas o diferencial fica mesmo no conforto em que o cliente tem em poder sentar ao ar livre, são disponibilizadas mesas e cadeira fora do estabelecimento para que o cliente fique mais à vontade e possa ter aquela boa conversa ou se reunir com os amigos após o expediente de trabalho.

A lanchonete fica na Rua Barão do Rio Branco, 1113, horário de funcionamento é de segunda a sexta feira, das 6 h às 19 h e aos sábados até 18 h.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Pratos caseiros são aposta de restaurante no centro


Entre as opções está a famosa feijoada e até o clássico PF em versão mais elaborada

Renan Santos

Os pratos são preparados para a clientela que não abre
mão da comida caseira. 
A simplicidade as vezes chama mais atenção do que a sofisticação, principalmente na hora do almoço, quando grande parte das pessoas querem mesmo é saborear um prato com jeito e gosto daqueles feitos em casa. O proprietário, Rodrigo Maciel Ferreira de 39 anos, teve justamente essa ideia para atrair a clientela, para quem precisa comer fora, mas não abre mão de uma refeição caseira, sem deixar de lado a preocupação com a qualidade dos ingredientes e os toques especiais que fazem toda a diferença.

O proprietário relata que a ideia de abrir um restaurante no centro, surgiu a dois meses quando fez a compra do estabelecimento, e por ser um estabelecimento antigo e conhecido na região, deu um impulso ainda maior para atrair os fregueses.

Rodrigo diz que “antes de migrar para o ramo alimentício, eu trabalhava como representante comercial, mas eu já tinha um certo conhecimento na área, está sendo um novo desafio na minha vida, pois nessa região do centro tem uma concorrência bem visível dentre os outros estabelecimentos, então é preciso inovar e sempre pensar em novas estratégias para dar uma visibilidade maior no restaurante e fazer com aquele cliente se torne fiel”.

Ele explica que no almoço são oferecidas suas opções, o self service e o prato feito, no prato pronto quem monta é a atendente, é um prato fracionado e elaborado, com um pouquinho de tudo, e tem tido muita saída pelo preço ser mais acessível. “A gente não tem um prato fixo, o cardápio é bem diversificado e nas quartas-feiras servimos a especial feijoada, que atrai os clientes pelo sabor e o tempero”.

O “Cardápios Restaurante”, fica localizado na Rua Barão do Rio Branco, 1465, horário de funcionamento é de segunda a sábados das 11 h às 14 h.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Prefeitura de Dourados amplia rede de coleta seletiva

Com ampliação 22 novos bairros receberão o serviço

Johnny Gomes com assessoria

Reprodução/ Prefeitura de Dourados
A partir de segunda-feira a Prefeitura de Dourados  vai ampliar a rede de coleta seletiva do município. A ação acontece com o apoio da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) e do Instituto do Meio Ambiente (Imam). A coleta passa de três para cinco regiões da cidade, aumentando a abrangência de 29 para 51 bairros.

Os novos bairros atendidos serão Vila Santa Helena, Vila Tonani I, Vila São Luiz, Vila Progresso, Jardim Bará, Jardim Zeina, Jardim Faculdade, Jardim Pilau, Jardim da Figueira, Jardim Girassol, Chácara Flora, Bairro Jardim e Jardim Itaipu, no Setor 4, e Vila Aurora, Jardim Valéria, Chácara 11, Vila São José, Residencial Ypacaray, Jardim Universitário, Parque Alvorada, Vila Militar e Conjunto Residencial Santa Fé, no Setor 5. Segundo  a Prefeitura a empresa que ficará responsável pelo o serviço  a Financial Ambiental.

Foi realizada ação de conscientização pela empresa e o Imam na região a ser atendida, para que a população seja melhor informada a respeito do novo serviço, o instituto leva também palestras às escolas visando orientar os alunos sobre a importância da coleta seletiva.

Panfletagens também serão feitas para informar a forma correta de e acondicionamento dos materiais recicláveis e informar a população dos dias em que o caminhão passará fazendo a coleta nos bairros.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Clássico francês o croissant ganha espaço no comércio da capital

Os croissants recheados, doces ou salgados, dão água na boca e enchem os olhos de quem entra no estabelecimento.

Renan Santos

Foto: Renan Santos
Um pão com o formato de meia-lua, com massa semi folheada, esse é o croissant, uma iguaria de origem francesa que tem conquistado muitos campo-grandenses pelos recheios doces ou salgados que dão água na boca. Para o comerciante Josiel Caramalac de 50 anos, diz que “eu estou no ramo alimentício há 17 anos, e eu tive a ideia inicial de abrir um restaurante, porque eu sempre tive o hábito de buscar refeições durante o trabalho, e quando eu fazia alimentação em outros restaurantes não me sentia muito bem pelo fato da comida ficar pesando no estômago, e que por muitas vezes, o alimento não era de boa qualidade. E por frequentar restaurante todos os dias, surgiu a ideia de ter o meu próprio restaurante, e com isso uma cafeteria junto, que pudesse atender as pessoas desde o café da manhã até o almoço, e que atualmente vem dando certo”. Explica Josiel.

Segundo Josiel o queridinho do estabelecimento é o croissant, por ter uma casquinha crocante, e mostrar bem o desenho do folhado, mas é macio por dentro. “Temos desde de os salgados que são, de frango, peito de peru defumado, só queijo, o tradicional presunto e queijo, já os doces têm o de leite condensado, goiabada, chocolate, maçã com canela que vai bem com café, cappuccino, chocolate quente e outras bebidas derivadas do leite e do café, dentre muitos outros. Por ser uma iguaria refinada, eu fiquei muito surpreso com a saída que está tendo desse salgado, não imaginava que iriamos aguçar o paladar das pessoas, com esse salgado que eu costumo a dizer que é apaixonante e deixa a gente feliz”, disse o proprietário.

O estabelecimento por si só, chama atenção de quem passa, com o nome K.sa do Croissant. Josiel relata que o nome foi uma escolha aleatória, e sabia que tinha que ser algo que fosse um diferencial para atrair a clientela da região. Outro fator é em questão a decoração do espaço, além de ser aconchegante é climatizado trazendo todo conforto que o cliente procura.

Josiel ressalta que outro diferencial do estabelecimento é a questão da acessibilidade, pois quando ele decidiu reformar o espaço, buscou trabalhar dentro das normas existentes de acessibilidade, para que quando uma pessoa com necessidades especiais chegasse, tivesse o mesmo conforto que os outros clientes, e fácil locomoção dentro do espaço, com acessibilidade ideal desde de o tamanho da mesa até o tamanho das cadeiras, conseguindo se posicionar sem ter nenhum tipo de dificuldade.

O restaurante K.sa do Croissant fica localizado na Rua 13 de Maio, 2519, horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 07:10 h as 14:30 h.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Produtores rurais mostram que é possível preservar recursos hídricos e obter retorno


Brasil é um dos principais produtores de alimentos do Mundo. Um dos grandes desafios do agronegócio é produzir mais, e de forma sustentável, unir produtividade, lucro e preservação ambiental.


Valdinéia Albuquerque Sene



Foto: Magali Aquino Barbosa
Mato Grosso do Sul é privilegiado com recursos hídricos. Cerca de 59% do maior reservatório de água doce do mundo está localizado em seu território. A fartura desde recurso natural, somado a um clima favorável, atrai investidores dos setores do agronegócio e da agricultura de todas as partes.

Apesar de toda essa água, o desperdício e o desmatamento de matas ciliares têm sido um grande problema. Parte dos produtores acabam desmatando essas áreas de preservação sem se preocupar com o futuro das nascentes que, muitas vezes, sofrem erosões e assoreamentos. Pensando nisso, produtores de MS têm se adequado e mostrado que é possível produzir de forma sustentável.

Carlos Eduardo Barbosa Colucci é proprietário da “Fazenda Laranjeiras” localizada entre os municípios de Guia Lopes da Laguna e Maracaju. Ele divide sua propriedade em agricultura e pecuária. Carlos tem consciência da importância de preservar os recursos hídricos e por isso protege as nascentes existentes em sua propriedade, mantendo as matas ciliares intocáveis. Segundo o agrônomo Lucas Bach, “a preservação dos recursos hídricos é de suma importância para a preservação da fauna e da flora, para manter um equilíbrio no ecossistema”.

Magali Aquino Barbosa é proprietária de uma das fazendas às margens do Córrego dos Tocos, que é um dos afluentes do Guariroba. Ela, assim como outros proprietários da região, preservava as matas ciliares, mas não tinha consciência de que era necessário fazer mais pelas nascentes.

Com uma criação de gado extensiva, os fazendeiros precisavam dos recursos hídricos, que cada vez mais estavam diminuindo. Foi então que surgiu um convite da associação, juntamente com projeto o “Manancial Vivo”. O projeto serviu como um despertador para os proprietários que estavam estagnados.

Magali começou um trabalho de recuperação da área degradada. Foram plantadas em sua propriedade 2 mil mudas na extensão do córrego, bem como criadas curvas de níveis na propriedade e cercadas as áreas úmidas.

Foto: Magali Aquino Barbosa
A água do córrego é utilizada na propriedade de forma direta. Os antigos donos utilizavam um pequeno desvio, que é mantido até hoje. A água passa por ele e é conduzida até uma roda de água, um objeto circular onde a água passa. Por meio dele é possível transportar a água do rio para partes mais altas da propriedade. Essa água é levada para uma caixa onde é distribuída na propriedade, onde será usada para o consumo doméstico, para abastecer os bebedouros dos animais e irrigar a horta.

Após 3 anos de reflorestamento e proteção das nascestes, tudo mudou, o fluxo de água na propriedade aumentou significativamente a qualidade da água melhorou muito. Animais que antes eram difíceis de se ver na propriedade, retornaram, como os pássaros, antas e capivaras. “O retorno financeiro é importante, sem dinheiro não faríamos nada, ver a qualidade da água melhorando e ver a volta da fauna e da flora mostra que vale a pena preservar” finaliza Magali Aquino.