quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Pesquisadores podem ter descoberto a cura do Alzheimer

A pesquisa está no primeiro teste clínico, onde a droga foi testada em 32 pacientes, que tiveram resultados promissores ao tratamento da doença


Sabrina Fernandes

Foto: Val Altounian
Pesquisadores descobriram uma nova droga que combate a doença de Alzheimer. A droga em teste reduz a formação das placas senis no cérebro de pacientes, tornando-se uma descoberta favorável ao tratamento da doença, que ainda não têm cura.
O estudo foi realizado nos laboratórios de pesquisa da farmacêutica Merck, e foi publicado ontem (2) na revista “Science Translational Medicine”. A pesquisa está apenas no primeiro teste clínico, onde a droga foi testada em 32 pacientes. Com os resultados positivos da pesquisa, os testes seguiram com maior demanda de pacientes nas próximas fases do estudo.
O Alzheimer é uma doença que afeta milhões de pessoas pelo mundo inteiro, e caracteriza pela perca de memória da capacidade de fazer tarefas cotidianas, alteração na personalidade e perca das funções motoras.  A doença se manifesta através da presença de placas senis no cérebro, entre os neurônios, e também pela formação de emaranhados da proteína no interior da célula nervosa.
As placas senis são compostas pela proteína beta-amiloide. A nova droga possui a verubecestat, enzima chamada BACE 1, na qual possui um papel importante na produção da proteína beta-amiloide.
Pesquisadores de todo o mundo já fizeram estudos tentando desenvolver componentes capazes de bloquear a enzima BACE 1, entretanto os resultados foram negativos, provocando efeitos adversos gravíssimos. Esta foi a primeira droga experimental aprovada para a realização de testes clínicos de fase 3, onde envolve maior demanda de pacientes.
Os testes feitos em ratos e macacos em laboratórios revelam que uma única dose da droga oral foi capaz de reduzir consideravelmente o nível de proteína beta-amiloide no sangue e no fluido cérebro-espinhal. Além de inibir a BACE 1, o  teste desenvolvido mostrou que os animais não manifestaram sinais de toxidade com a droga.


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