segunda-feira, 21 de maio de 2018

População jovem é a que mais está sofrendo com perda capilar

Calvície atinge 10% dos jovens entre 20 e 30 anos

Nathalia Pelz

Um assunto que preocupa mais aos homens e não por acaso, a estimativa é de que a calvície atinja 10% deles entre os 20 e os 30 anos. A OMS (Organização Mundial de Saúde) fecha a conta: metade da população masculina do planeta terá algum grau da disfunção até os 50 anos.

O cirurgião plástico César Aníbal Aguiar Benavides, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e membro internacional da American Society of Plastic Surgey, declara que a calvície dá os primeiros sinais ainda na adolescência, e na mulher pode surgir devido a procedimentos estéticos em excesso. “A calvície, ou seja, a perda capilar na maioria dos casos começa a se manifestar mais precocemente aos 18 anos, coincide com algumas fases da vida como vestibular, faculdade e estresse, não é só em homem essa perda não, nas mulheres também é possível principalmente devido tonalizante, escova, química”.

César contou ainda que os fatores genéticos do pai e da mãe influenciam na perda capilar. “Os pacientes que possuem tendência a calvície devido alguns fatores genéticos, que não vêm só da linhagem genética da mãe mais também do pai, por isso é possível ver em alguns casos de gêmeos um deles com a tendência clara a calvície precoce, e outro não”.

Segundo o especialista, a população jovem é a que mais está sofrendo com essa perda capilar, pois sofrem pelos padrões pré-determinados e não tem o psicológico preparado. “O paciente mais jovem ele tem uma expectativa maior, e isso é muito perigoso até delicado na verdade, pois até atingir uma determinada idade não estão psicologicamente preparados para algumas frustrações, dentro do que é essa cirurgia eventualmente pode causar. Nós para termos um resultado bom não dependemos apenas da quantidade de fios transplantados mais também da espessura dos fios”.

Para o especialista hoje existem diversas maneiras de frear essa queda de cabelo e fortalece-lo pelo maior tempo possível, se comparado de 15 a 20 anos atrás, a tecnologia desses procedimentos evoluiu muito.

Ele ressalta que já foi cientificamente comprovado algumas opções para diminuir essa queda de cabelo, uma delas é as finasterida, opção medicamentosa. Que possui diversas controvérsias sobre os efeitos colaterais, como a ginecomastia, ou seja, o aumento das mamas masculinas e a disfunção erétil, que é a maior preocupação dos pacientes. Porém, ocorre em uma parte baixíssima de pacientes, em torno de 1%, e é reversível, ou seja, suspendeu o uso, em um ou dos dois já estrará tudo normalizado. Qualquer pessoa pode fazer o uso, no entanto é mais indicado para jovens.

Questionado sobre os tratamentos caseiros, César garante que não proíbe o uso e que todas as formas são justificáveis, desde que traga benefícios. “O óleo de coco possui alguns ácidos como o caprílico e cáprico, e as pesquisas em andamento apontam que eles possuem um poder semelhante ao do finasterida, só que em concentração menor, claro não precisa ser feito todos os dias o uso, pode ser de 15 em 15 dias”.

Quando se fala dos procedimentos estéticos o que não falta é tendências, e a micropigmentação surgiu como uma forma de amenizar a calvície, César comenta que esse procedimento é como se fosse uma tatuagem, que utiliza a cor semelhante à do cabelo do paciente, porém existe alguns prós e contras, pois devido a passagem de tempo a cor da tinta vai ficando mais azulada e o cabelo esbranquiçado, o profissional ressalta que nem sempre é uma opção que o paciente quer.

Um dos tratamentos mais requisitados do momento é a técnica plasma rico em plaquetas (PRP), elaborada para a regeneração natural das células do corpo. Esse procedimento, conforme ele, não necessita de química externa apenas materiais vivos do mesmo organismo. São coletadas pequenas amostras de sangue e processado em uma centrífuga para obtenção do plasma, esse mesmo material é injetado no couro cabeludo como forma de reativar as células mortas e estimular o crescimento. “Nesse procedimento é aplicado anestesia no local a ser executado, não oferece risco nenhum a pessoa, ela pode jogar, ver um filme ou escutar música enquanto é feito”, ressalta.

E entre as dicas, o médico enfatiza que uma boa orientação no manuseio do cabelo é evitar utilizar água muito quente, pois faz com que as escamas fiquem mais expostas, causando danos ao fio, e relembra que o transplante capilar é indicado em pessoas acima de 25 anos

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