quinta-feira, 18 de abril de 2019

Lipoaspiração: solução para eliminar gordura localizada


De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica a lipoaspiração representa 20% das cirurgias procuradas no Brasil

Nany Sene

Imagem Ilustrativa
Uma das cirurgias mais procuradas no Brasil é a lipoaspiração, que consiste na retirada da gordura localizada. Diversas famosas já aderiram ao procedimento entre elas estão a atriz Paolla Oliveira, a cantora Anitta, a modelo Viviane Araújo, entres outras.

“Esse procedimento é indicado para pessoas que desejam remover excesso de gordura localizada, para aquelas que desejam redistribuir essa gordura tirando dos locais indesejados e colocando onde há falta desse tecido gorduroso (lipoescultura)”.explica o  cirurgião plástico Bruno Henrique Braga Passos, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

O cirurgião explica como é feito o procedimento “A cirurgia é feita em ambiente hospitalar, sob anestesia, com o uso de cânulas acopladas a um sistema de vácuo, essas cânulas, que podem ser vários calibres, são passadas repetidas vezes abaixo da pele e a gordura ali localizada é aspirada”.
Pré-operatório
“No período pré-operatório, tudo corre como em qualquer cirurgia: são feitos todos os exames de rotina, exames de ultrassom de parede abdominal, se for lipoaspirar a região anterior do abdome, uma consulta com um cardiologista e um anestesista da equipe que irá atender a paciente no dia da cirurgia” explica o cirurgião.
Pós-operatório
“No pós-operatório, é importante que o paciente se lembre de mover-se ativamente em casa, ingerir líquido, evitar exposição ao sol. A dor é controlada com analgésicos simples e a drenagem linfática é fundamental para diminuir o inchaço e evitar a formação de fibrose” alerta Dr. Passos.

De acordo com o cirurgião o período mínimo para a recuperação é de 7 a 10 dias. Mas a recuperação completa em torno de 20 a 30 dias, dependendo das condições do paciente e da extensão da cirurgia.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Projeto de lei busca forma de diminuir casos de homicídio em MS


O estado ocupa a 6º posição no ranking de mulheres assassinadas no país segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública


Nany Sene

Foto:  Suely Buriasco
Diariamente é possível ver nos noticiários uma mulher que foi agredida ou assassinada e Mato Grosso do Sul está entre os estados que mais apresentam casos de mulheres vítimas de violência e o pior de tudo é que o ato é praticado pelos próprios parceiros. 

O estado ocupa a 6º posição no ranking de mulheres assassinadas no país segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). De acordo com a advogada Sylvia Amélia a explicação dessa taxa tão elevada de homicídios pode ser explicada pelo fato de como os casos de violência e assassinato se tornam públicos. E esses dados podem ser ainda maiores, pois muitas mulheres acabam não denunciando por medo.

Mas um projeto de lei está em tramitação na Assembleia Legislativa e tem como finalidade reduzir o número de vítimas. O Projeto “Ronda Maria da Penha” baseia-se na criação de uma linha direta disponível para as vítimas 24 horas por dia, e também aumentar das rondas. O projeto busca complementar outro já existente no estado o “Programa Mulher Segura” (PROMUSE) que trabalha com a prevenção da violência.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Japão passa por crise de mão de obra e facilita entrada de imigrantes


A medida que facilita a entrada de imigrantes entrou em vigor em 1º de abril

Nany Sene

Foto: site EKonomista
O Japão vem sofrendo com a falta de mão de obra, e desde 2018 o governo prévia medidas para facilitar entrada de trabalhadores vindos de outros países. O fator responsável por essa demanda é a queda da natalidade, o país apresenta a segunda menor taxa do mundo, ficando apenas atrás da Correia do Sul: 1,4 filhos por mulheres, outro fator dominante é a alta expectativa de vida, em média (85,5 anos).

Mesmo o país investindo em alta tecnologia como o uso de robôs ainda assim é necessária mão de obra humana. O visto para quem deseja ingressar no Japão contará com duas versões, ambas exigem que sejam realizados vários testes, incluindo um exame da língua japonesa, além disso, o trabalhador deverá ser patrocinado pela empresa contratante.

O primeiro tipo de visto é destinado para pessoas com baixa escolaridade, segundo o G1 Mundo, publicado no dia 10/04/2019, “quatorze áreas da indústria, incluindo serviços de alimentação, limpeza, construção, agricultura, pesca, reparação de veículos e operação de máquinas industriais” serão ofertadas para esse publico. Uma das exigências é que os imigrantes não poderão levar parentes, o visto poderá ser renovado a cada cinco anos.

Já no segundo caso para pessoas com maior qualificação, os trabalhadores poderão levar seus familiares, desde que seja cumprido as exigências da lei.

Marilena Grolli leva a arte para todos os lugares por meio do grafite


“Eu acho que é um bom momento sim e já se tem vários espaços de exposição” conta Marilena

Mayara Fernandes

Artista Marilena Grolli
Com quase 25 anos de dedicação exclusiva a arte Marilena Grolli, já foi reconhecida tanto nacionalmente quanto internacionalmente. Artista de nascença deu inicio a paixão quando criança. “O meu interesse pela arte ele começou na infância, eu não lembro de nenhuma fase que eu já não amasse desenhar e tivesse essa sensibilidade artística. Então na infância mesmo, na época da primeira série, eu calculo que lá pelos meus 5 anos eu já desenhava tudo que eu via e tentava reproduzir desenhos de gibi e tudo mais” conta Marilena.

Com habilidades em várias técnicas, a artista já trabalhou com cerâmica, esculturas, xilogravura, linóleo, artes digitais, entre diferentes processos. Mas o cartoon contemporâneo foi o estilo que realmente se incorporou em sua identidade e ela vem seguindo essa linha trabalho a um bom tempo. Com trabalhos em tinta acrílica sob diferentes tipos de suporte e nos muros da cidade com o grafite. Influenciada pela arte do cotidiano, se inspira em situações do dia a dia, visando trazer formas e desenhos que mostram situações corriqueiras e que vão do cômico para o trágico, e até mesmo trazendo critica a essas situações.

Com o reconhecimento e uma longa trajetória no mundo artístico, Marilena já realizou cursos, oficiais e exposições nacionais e internacionais. Além de ser premiada com sua produção artística. Foi jurada, coordenadora e curadora de diversas exposições, salões e eventos no meio artísticos.  Gestora da Artes do Núcleo de Artes Visuais da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, também se dedica ao curso de Pós-graduação na faculdade Novo Oeste como professora e é galerista. 

“Todo o artista ele quer reconhecimento da arte, reconhecimento do meu trabalho graças a deus eu já tenho, respeito, credibilidade, isso eu já tenho. Mas a gente sempre quer mais, quer mais reconhecimento, quer mais respeito e que o trabalho seja ainda mais reconhecido, em diferentes países e no mundo” conta.

A artista julga um bom momento para as artes na cidade, mas ressalta que ainda é complicado o artista viver somente em prol a sua arte, pois a questão comercial ainda é complicada. Mesmo diante a reconhecimento e respeito, muitos ainda buscam meios de levar suas artes a diversos locais do país e até mesmo internacionalmente. 

“Como eu já faço arte em campo grande a mais de 25 anos, eu calculo que a uns 10 anos atrás principalmente em relação ao grafite não era um momento tão interessante, em relação a respeito, porque o grafite sempre foi considerado uma arte marginal. Diferente das artes visuais, das artes plásticas, que eu faço também exposições em telas e em vários suportes. Mas eu acho que é um bom momento sim e já se tem vários espaços de exposição”.

Marilena da Silva Grolli, filha de Maria Coelho da Silva e de Antônio Alves da Silva, 45 anos, artista visual e grafiteira. Mulher, sul-mato-grossense é uma artista que representa a nós e a nossa cultura.

terça-feira, 9 de abril de 2019

Brasileiros são os que mais sofrem com ansiedade


Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) cerca de 9,3% dos brasileiros sofrem de ansiedade

Nany Sene

Foto: Khosrork/iStock
Vivemos na era da globalização onde tudo é para ontem e as informações circulam na velocidade da luz, no meio de tanta correria do dia a dia, muitas vezes não sobra tempo para quase nada, principalmente para cuidar do presente.  Segundo a psicóloga Lígia Burton Ferreira os transtornos de ansiedade são hoje os mais diagnosticados, tanto que um estudo de epidemiologia de São Paulo mostrou que 10% da população sofre de ansiedade.

Segundo a psicóloga existe uma diferença entre ansiedade e angustia. “A ansiedade está relacionada ao desejo, a essa crise do desejo, de querer muito algo e não saber se vai acontecer ou não querer muito uma coisa e ter medo de não conseguir evitar. Já a angústia é algo que muitas vezes é a passagem para o ato ou a somatização. Então, em muitos momentos, o sujeito nem sabe que está ansioso, resolve na ação ou existe um desconforto, podendo estar acompanhado de dores, como dor de garganta, enxaquecas” explicou Ligia Burton.

De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5.ª edição (DSM-IV) existem diferentes tipos de diferentes de ansiedade:  
Transtorno do pânico (com ou sem agorafobia) “o indivíduo sente fortes sensações de que está para morrer, como se estivesse tendo um ataque do coração ou então, sente que está perdendo o controle, que está enlouquecendo ou perdendo a consciência”.
Transtorno de ansiedade generalizada (TAG) “não está ligado a sensações corporais específicas como no tipo anterior. No TAG, o estresse ou preocupações excessivas podem ser levantados como causas de pensamentos e sentimentos que desencadeiam a ansiedade”.
Fobia social (ou a ansiedade social) “é um dos tipos de ansiedade mais comuns e a acontecem sempre em situações públicas, tendo por base a avaliação que os outros podem ter de um dado desempenho. ”
Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) “ é causado por um trauma, por um evento terrível que realmente aconteceu na história da pessoa”.

A psicóloga explica que o tratamento indicado é a psicanálise e de acordo com o ponto de vista psicanalítico não existe cura por se tratar de um conceito problemático, como a vida é constituída de momentos bons e ruins e não existe como controlar determinadas situações e por conta disso é possível voltar para a terapia a qualquer momento.

“A psicanálise como um tratamento vai se ocupar da linguagem que o inconsciente esta usando, através do afeto da angústia e ansiedade para se manifestar. A psicanálise vai tratar a ansiedade, sempre que o paciente a identificar como algo que prejudique a sua vida em qualidade ” explica Ligia Burton.
Psicóloga Lígia Burton Ferreira CRP 14/07526-3
Telefone pra contato: (51) 9338-4545

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Marina Peralta: a despedida da Cidade Morena


A artista sai em busca de novas experiências e um novo momento em sua carreira

Mayara Fernandes

Foto: @pinhamarela
Marina começou o gosto pela música ainda criança, cantarolando em corais e aos 12 anos ganhou um violão e começou a compor. Nascida em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Deu inicio a sua carreira profissional em 2013, com influencias na grandeza e complexidade da música brasileira, o Rap, Reggae, R&B, Jazz. Marina optou pelo reggae como estilo musical para compor e a representar. Com assuntos culturais e cotidianos, ela não deixa de retratar denúncias contra desigualdades, espiritualidade e amor em suas composições.

Ao levar assuntos cotidianos, ela já emplacou diversos sucessos como “Ela encanta”, que retrata o lugar da mulher na sociedade, com todos os seus encantos e suas vontades. “Garôa” e “Agradece”, o hit que além de música, foi o título seu CD.

Com um trabalho autoral, leva toda sua suavidade e encanta com o seu som por onde passa, levando a resistência do roots, o empoderamento das mulheres e a força do povo, com pautas de igualdade social, economia e situação dos povos indígenas, deixa o seu repertorio ainda mais crítico e reflexivo, tudo de uma forma singela.

“Me sinto numa missão de vida, como se não tivesse como não estar fazendo isso. E na real é uma troca onde eu aprendo muito. É muito grande ver as pessoas cantando seu som, se identificando. Ainda hoje é sempre muito forte me apresentar, ainda que sem palco. Me senti e me sinto com uma arma poderosa na mão, ou melhor, na voz” conta Marina.

Com o seu crescimento nos últimos anos, a artista se despede desse formato de show com a banda atual da Tour Agradece, e vai rumo a São Paulo, buscar novas experiencias e um novo momento em sua carreira. “Quero manter minha missão e me explorar cada vez mais como artista” diz ela.

Foto: @pinhamarela
Estamos Viv@S, foi realizado no Rota Acústica, no sábado 06 de abril. O show foi uma despedida e um dos marcos na carreira da artista. Com muita chuva durante o dia, foi até cogitado a ideia de atrasos maiores para o show e até mesmo não acontecer o evento.

Com um atraso de alguns minutos, neblina e uma garoa fina, o show e todas as apresentações aconteceram de forma harmoniosa e natural. Aberto a todos os públicos, de crianças a idosos, o show teve stands de comida, arte, show com pyrofagia, roda de capoeira, oficinas para crianças e show de artistas da cidade.

Repleto de alegria, militância, Marina lembrou que lugar de mulher é onde ela quiser e que quando ela encanta, ela emana Luz, emoção e carinho ao público. E com a pauta em diversos assuntos, ela ainda lembra de Mayara Amaral, musicista morta na cidade, e deixa uma homenagem especial a ela.

Com a resistência e persistência no mundo musical, ela alcançou locais que jamais imaginou e tocou em assuntos de tabus diante a nossa sociedade. Marina se despede da cidade, para mergulhar ainda mais no fundo no mundo musical e trazer a sua carreira uma nova visão. E levando uma mensagem “Estamos Viv@s!”
Foto: @pinhamarela

sábado, 6 de abril de 2019

Arte urbana como forma de expressão em Campo Grande


Com intervenções em diversos pontos da cidade, artista encontra diversos tipos de públicos e opiniões


Mayara Ferandes


Leonardo Mareco
A Arte Urbana, surge no Brasil na década de 70, mas precisamente em obras de grafite nas paredes da cidade de São Paulo. Em meio ao advento da Ditadura Militar, com um inicio marginalizando, era usada como forma de críticas sociais, políticas e econômicas da realidade do país. Essa forma de arte vem tomando um constante crescimento e nos últimos tempos tem ganhado um valor cultural e mostrando que as manifestações populares podem ser envoltas de arte e de diferentes formatos culturais.

Apesar de muitos artistas de ruas, serem consagrados mundialmente, com reconhecimento midiático em diversos meios de comunicação de massas, muitos deles ainda vivem em uma situação regionalizada, apresentando suas obras e seus em um ambiente restrito. Leonardo Mareco, artista visual de Campo Grande, sempre foi interessado por arte, mas o interesse se intensificou na adolescência quando conheceu a cultura de rua, como o grafitti e todas as vertentes da arte urbana. Encantado com tanta informação e diferenças, os artistas deram início a uma busca de informação para ter mais conhecimento sobre a história da arte.

“Tudo que eu vejo, vivo e convivo! Acontece coisas diariamente nesse mundo louco, e tudo isso é uma forma de inspiração para mim, sejam coisas boas ou ruins, tudo está sendo absorvido de alguma forma e em algum momento é expressado na minha arte” explica.

Trabalhando com o lambe-lambe, cartazes fixados com cola, espalha a sua arte por diferentes pontos da cidade gerando interação com o público que geralmente leva alguma mensagem de resistência e manifesto. Com trabalhos de ilustrações e projetos independentes, Mareco se identifica mais com a arte do grafitti e suas vertentes.

Com alguns projetos independentes, Leonardo já participou de diversas exposições com alusão a consciência negra e diversas outras temáticas. Em sua primeira exposição individual, teve como oportunidade estar expondo na galeria de vidro na região da feira central, onde apresentou trabalhos com temáticas de cunho social.

“Meu objetivo é continuar desenvolvendo essa interação com as pessoas através da minha arte, espero que se torne cada vez mais acessível e comunicativa podendo dessa forma conscientizar as pessoas” conta o artista.

Com intervenções em diversos locais e eventos da cidade, o artista conta que encontra diversos tipos de públicos e opiniões, podendo ser perigoso em alguns momentos ao gerar conflitos de ideias, mas como artista se sente prazeroso ao observar como a arte pode mudar a visão de mundo de várias pessoas. 

As artes e intervenções podem ser vistas em diferentes pontos da cidade, fiquem atentos e apreciem o trabalho.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Skate e progresso: um amor pelo esporte


Skatista da Capital conta sua trajetória no esporte

Mayara Fernandes

Lester Franco
O skate surgiu na Califórnia, Estados Unidos, nos anos 60. A modalidade teve início com alguns surfistas, que utilizavam rodinhas de patins e pranchas para dias que o mar não tinha ondas. Com o intuito de realizar manobras deslizando sobre o solo, com o sem obstáculo, se equilibrando sobre uma prancha com rodas, além de se tornar um esporte, o skate tornou-se um estilo de vida, onde skatistas usam de características, gírias e costumes próprios.

Aos 12 anos, ao ganhar um skate de um amigo, Lester Franco iniciou a sua paixão e a sua caminhada no skate, em primeiro momento levou o esporte como diversão e com a paixão crescendo, tornou o esporte como parte da sua vida. Com o incentivo dos pais e familiares, sempre buscou evoluir e nunca desistir.

“A energia de uma manobra, seja ela fácil ou difícil, sempre será uma coisa incrível” conta o skatista. Com a variação de estilos e modos de andar, a modalidade vem crescendo entre os jovens e a galera mais velha vem se motivando para continuar no ritmo e sempre estar ligado em novas situações e se mantendo em forma.

A manobra no Best Trick Christimas 2018
Com a participação de diversos campeonatos e premières realizadas por skate shops de Campo Grande, Lester coleciona diversos títulos e brindes. “O campeonato mais marcante em minha vida foi um recente, o Best Trick Christimas 2018, que tive uma pequena luta com meu corpo em relação a efetuar uma manobra que tem um grau elevado, e na última tentativa do campeonato eu acertei, porém não ganhei o campeonato, mas eu tive a sensação de ter ganho algo muito maior comigo mesmo”.

Ainda treinando para o aperfeiçoamento e excelência em suas manobras, o atleta conta que hoje o skate já faz parte do seu dia a dia e pretende se tornar profissional ao longo do tempo. Com inspirações em Thiago Lemos, Carlos Ribeiro e Luan de Oliveira, busca levar a humildade, a simpatia e o esporte a diferentes pessoas e idades.

Alexia e José, alunos de Lester. 
Com um projeto de estender o seu conhecimento a diferentes pessoas, muito antes de tornar oficial o plano de dar aulas, o atleta já auxiliava colegas, amigos e até a namorada na execução de manobras. “eu ficava observando o que eles faziam de errado na execução e logo depois eu explicava um modo melhor pra tentar, logo depois funciona e sempre diziam que eu deveria dar aulas de skate.”

Com paciência e amor pelo esporte, a ideia saiu do papel e decidiu transformar o plano em algo muito maior, assim incentivando aqueles que não possuíam base nenhuma, mas desejam aprender a também tomar uma iniciativa. Com a procura de diferentes tipos de pessoas, o atleta se viu em um meio machista, onde muitas meninas o procuravam, mas tinham um certo receio de prosseguir com os ensinamentos por estarem em um “esporte de garotos”.

Com a desmistificação deste conceito e de todo o preconceito que a sociedade impõe em cima do esporte, em relação a garotas, as aulas continuaram e o atleta demonstra com toda a sua bagagem que o skate é livre para quem deseja praticar, basta ter persistência, apoio e respeito a diversidade.

Hoje com 21, esta cursando fisioterapia e oferece aulas em seu tempo livre. Então quem deseja iniciar no skate e não sabe como, basta procurar Lester Franco em suas redes sociais ou no contato 67 99806-5990.

Skate é para todos, sejam livres e se libertem de preceitos e de preconceitos. Valorizem os nossos atletas locais e os apoiem para chegar a lugares nunca alcançados.

Tradições da Páscoa e como celebrar essa época sem gastar muito


Em época de Páscoa, ajude o próximo e priorize a economia de pessoas próximas a você

Mayara Fernandes

Foto: Site Receita da Vó
Em muitos países o Ovo de Páscoa, geralmente é um ovo de galinha, inteiro ou esvaziados do seu conteúdo interno e pintados com gravuras ou várias cores, para simbolizar a ressurreição de Cristo e adorar a Páscoa.

Mas no Brasil a tradição é um pouco diferente, atualmente vende-se ovos de Páscoa, em formatos de ovo de diversos tamanhos, geralmente com o seu interior oco ou com surpresas dentro. Costumam ser envoltos de papéis laminados, coloridos e geralmente são distribuídos a amigos, familiares e crianças. 

Diante a crises e valores dos ovos vendidos em centros comerciais, surge como uma renda a extra a várias pessoas a oportunidade de produzir ovos de Páscoa de forma caseira. Com redução de custos, tanto para quem produz, quanto para quem consome, você pode escolher o formato, tamanho e até o recheio do seu ovo. Com a compra de ovos caseiros, a ajuda a economia do estado, da sua região gera uma movimentação e gera oportunidades além de complementações de renda, como um “start” para novos negócios e não só para uma época do ano.

Alessandra Mathias, com a profissão de doula, artista e mãe, aos 25 anos decidiu produzir ovos de pascoas como forma de renda extra. Com pratica em produção de receitas doces até salgadas, tem facilidade no manuseio e na criação de receitas variadas, a partir de elementos simples. “Aqui em casa somos todos cozinheiros e apaixonados pela ideia de cozinhar como um presente mesmo em que se coloca sua energia no alimento. Nunca havia vendido ovos antes, decidi fazer como pontapé na marca de congelados veganos que estou criando” conta a jovem.

Com uma alimentação vegetariana de todos os integrantes da casa, Alessandra sentiu a necessidade de incluir em suas vendas o que já faz parte do seu cotidiano, abrangendo assim um publico mais amplo que se limitam a ingerir certos tipos de alimento. Com a receita original adaptada com uso de ingredientes de origem vegetal e a preocupação de onde foram produzidos.

“A maior parte dos insumos são comprados brutos e a produção é caseira mesmo, feita por mim. Por exemplo o leite condensado de soja e o leite de coco” relata sobre a produção dos ovos veganos.

Além da produção caseira dos ovos, ainda são utilizados dos meios brutos e da compra diretamente de produtores, onde se encontram menos agrotóxicos e com a consciência de estar gerando uma economia sustentável para ambos os fornecedores.

Com um processo longo para a produção, no caso dos veganos pode demorar até 24 horas para serem finalizados, como alguns recheios necessitam de um preparo de até um dia de antecedência, acaba que causando uma produção lenta e em curta escala. Alinhado a maternidade Alessandra conta que se multiplica para atender todas as necessidades que precisam ser atendidas na hora. Então se divide entre as produções e a maternidade.

Quem deseja colaborar e conhecer o trabalho, as encomendas são feitas por WhatsApp, redes sociais ou por telefone. Entrem em contato com Alessandra Mathias no telefone 67 99340-8431.

Auxilie na economia da sua região e invista nos produtos caseiros feito com amor e carinho por quem realmente precisa, gere empregos e uma nova vida aqueles que desejam. Uma ótima páscoa e se esbaldem em chocolates.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Alongamento de cílios é tendência entre as mulheres


Especialista fala sobre as diferentes técnicas e quais são os cuidados necessários

Nany Sene

Foto: Luana Oliveira
Dizem que os olhos são o espelho da alma e para garantir um olhar atraente e sedutor, pois isso a técnica de extensão de cílios virou tendência entre as mulheres. O procedimento consiste na aplicação de fios sintéticos leves, de acordo com a especialista existem três técnicas: fio a fio, volume russo e hibrida.

De acordo com a especialista Luana de Oliveira Alves os materiais de ambas as técnicas são iguais, o que diferencia cada uma é a espessura dos fios. Segundo ela é necessário realizar uma anamnese, ou seja, um teste para saber qual é técnica mais indicada para cada cliente, em média o procedimento leva de uma hora e meia a duas horas, dependendo do procedimento.

As técnicas
          Fio a fio: A técnica como o próprio nome diz, consiste na aplicação de um fio único no próprio fio da cliente.
          Volume russo: A técnica surgiu na Rússia e consiste na aplicação de 4 até 8 fios em uma tira, conhecida como chicote, é feito um isolamento na parte inferior com algum micro poro e depois é aplicado junto com a cola em um fio isolado. Segundo a especialista Luana Oliveira “Volume russo é a técnica mais pedida, onde o volume fica mais cheio, mais volumoso, onde o olhar fica mais marcado”.
          Híbrido: A extensão híbrida é a mescla das duas técnicas, tanto da fio a fio, quanto do volume russo.

Cuidados
“Nas primeiras 48 evitar demaquilante a base de óleo, não utilizar rímel, lavar com sabonete neutro com PH baixo” aconselha Luana Oliveira.

Manutenção
A manutenção é feita de duas a três semanas, em alguns casos dependendo do cuidado podem durar até 30 dias. “Os fios dos cílios têm um ciclo natural de 21 dias, nascimento (anágena), fase jovem (catágem) e por último a fase adulta (telógena)” explica a especialista.
Alerta! É necessário sempre procurar um profissional da área para realizar um procedimento aquedado para a estrutura dos seus fios.

terça-feira, 2 de abril de 2019

Outono a estação mais esperada pelos amantes de temperaturas amenas


Será no Sul do estado onde as maiores quedas de temperaturas serão registradas


Mayara Fernandes


Foto: Waleska Gabrielly Monteiro Cezaretti - Site I Love MS
Com início em 20 de março e o termino em 21 de junho, o outono é a estação que se situa entre o verão e o inverno, é caracterizada pela queda de temperaturas é uma estação para quem não gosta de tanto do calor, mas também não se acostuma com um frio rigoroso, sendo assim a melhor época para curtir as temperaturas amenas.

No hemisfério Sul, árvores perdem as folhas, os ipês florescem e as manhãs ficam mais frias. Alguns vegetais entram em estado de dormência e latência ajudando a conservar e manter sua perenidade além disso, outras em menor desenvolvimento buscam a sobrevivência é o que explica Natálio Abrahão Filho, professor e meteorologista da Uniderp.

“Nesta estação os dias começam a ficar mais curtos e as noites mais longas, as temperaturas, com mínimas e máximas antes elevada no verão, começa a se reduzir criando uma sensação de frio pela manhã. O clima fica mais ameno, as temperaturas não sendo tão elevada, mantendo a sensação de quente quanto no verão por conta da umidade relativa que cai mais durante o dia, e ainda não tão frio quanto no inverno” esclarece o meteorologista.

Com a presença do fenômeno El Nino, uma condição de aquecimento na porção leste do Oceano Pacífico Equatorial, indica que algumas ondas de massas frias ganham forças e avançam livremente pelo continente e adentrem pelo Sul do país e com chance de chegar ao sul do Mato Grosso do Sul. Essas ondas continentais provocam temperaturas próximas de geadas. Há chance de que as geadas cheguem a Ponta Porã e o extremo sul, no final do outono.

Com a ausência de massa polar, faz com que as temperaturas máximas do estado, se elevem e com a chegada da massa, de um dia para o outro o frio passa aparecer, portanto, atenção a temperaturas abaixo dos 5ºC entre os dias 10 e 15 de maio até meados de julho, pois possui grandes chances de geadas nas regiões sul, sudoeste, central e sudeste do estado.

“Em resumo as chuvas no Mato Grosso do Sul começam a reduzir-se gradualmente com volumes cada vez menores nas regiões Norte, Leste, Oeste e parte do Sudeste. No Sudoeste e Sul entre Ponta Porã e Mundo Novo as chuvas seguem com poucas estiagens. Deve chover mesmo que ocorra pouco volume, mas pode manter a umidade no solo e no ar mais elevado com alta frequência de névoa e nevoeiros. Na capital, as chuvas podem se reduzir a cada mês, mas não indicando períodos intensos de estiagem com mais de 25 dias” explica o professor.

Então para os amantes da estação e moradores do estado, para se prevenir de chuvas e temperaturas divergentes durante o dia, carreguem consigo um casaco e um guarda-chuva e aproveitem para curtir as temperaturas amenas e as lindas paisagens do nosso estado.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Leishmaniose: saiba como proteger seu animal de estimação


Mato Grosso do Sul faz parte das regiões endêmicas

Nany Sene

Foto:Joann Elle 
A Leishmaniose Visceral Canina (LVC) é uma doença grave, causada por um protozoário do Gênero Leishmania, transmitida por um mosquito, popularmente conhecido como Mosquito Palha, que afeta animais silvestres, como: capivaras, antas entre outros e também animais domésticos como cães e gatos, além de ser uma zoonose, ou seja, pode infectar humanos.

Segundo o veterinário Wando Marques a doença pode apresentar duas formas distintas: cutânea, onde as principais manifestações clínicas são na pele, ou visceral onde as principais afecções clínicas são em vísceras (rins, fígado, baço e linfonodos) dos pacientes infectados.

“Alguns sintomas são comuns da doença como emagrecimento; lesões ao redor dos olhos e em pontas de orelhas, de difícil cicatrização; onicogrifose, que é o crescimento exagerado das unhas. Mas ela também pode apresentar-se de forma assintomática, onde o portador não manifesta sintoma clínico aparente” explica o veterinário.

Apesar dos sintomas, para se obter um diagnóstico preciso é necessário realizar exames laboratoriais, como sorologia Elisa e RIFI, citologia de linfonodos, baço ou medula óssea, PCR de linfonodos, entre outros.

Infelizmente a Leishmaniose não tem cura “Nenhum tratamento disponível hoje garante a cura parasitológica da doença. O que acontece hoje é um controle da carga parasitária do indivíduo infectado, reduzindo a chance de transmissão da doença, melhorando a qualidade de vida, e reduzindo os sintomas clínicos dos pacientes que apresentam esses sintomas. Nos pacientes assintomáticos, o tratamento evita a evolução da doença e consequentemente o aparecimento de sintomas clínicos” esclarece Wando Marques.

Apesar de não existir um tratamento que proporcione a cura do animal é possível realizar procedimentos que evite o aumento dos sintomas. “Atualmente existem no mercado uma medicação específica para tratamento da Leishmaniose Visceral Canina, registrado e autorizado pelo Ministério da Agricultura (MAPA), a base de Miltefosina 2%, mas o custo elevado dificulta o acesso ao produto por grande parte dos tutores. Além do tratamento é necessário que haja um monitoramento contínuo com exames laboratoriais trimestrais para acompanhar a evolução da doença” conscientiza o veterinário.

Marques alerta que quem possui amimais de estimação deve ficar sempre alerta principalmente as pessoas que fazem parte dos grupos de riscos (gestantes, crianças, idosos, pessoas e pessoas que apresentam imunidade baixa).

Prevenir é sempre a melhor opção, de acordo com o veterinário, existe no mercado uma vacina preventiva contra Leishmaniose, que garante uma eficácia em torno de 65% de proteção. Mesmo que o proprietário opte por vacinar o paciente, é indicado utilizar alguma forma de repelente associado, para proteger o animal de várias formas distintas, como o uso de repelentes contra o mosquito (coleiras, pour-on, sprays) nos animais e repelentes a base de citronela nos ambientes onde os animais vivem, além da higiene das instalações para evitar a proliferação do mosquito transmissor.

O veterinário Wando Marques da Silva atende no Pet Shop Portal dos Bichos. Rua Cachoeira do Campo, 1129, Campo Grande. Telefone para contato: 99883-0100.