sábado, 6 de abril de 2019

Arte urbana como forma de expressão em Campo Grande


Com intervenções em diversos pontos da cidade, artista encontra diversos tipos de públicos e opiniões


Mayara Ferandes


Leonardo Mareco
A Arte Urbana, surge no Brasil na década de 70, mas precisamente em obras de grafite nas paredes da cidade de São Paulo. Em meio ao advento da Ditadura Militar, com um inicio marginalizando, era usada como forma de críticas sociais, políticas e econômicas da realidade do país. Essa forma de arte vem tomando um constante crescimento e nos últimos tempos tem ganhado um valor cultural e mostrando que as manifestações populares podem ser envoltas de arte e de diferentes formatos culturais.

Apesar de muitos artistas de ruas, serem consagrados mundialmente, com reconhecimento midiático em diversos meios de comunicação de massas, muitos deles ainda vivem em uma situação regionalizada, apresentando suas obras e seus em um ambiente restrito. Leonardo Mareco, artista visual de Campo Grande, sempre foi interessado por arte, mas o interesse se intensificou na adolescência quando conheceu a cultura de rua, como o grafitti e todas as vertentes da arte urbana. Encantado com tanta informação e diferenças, os artistas deram início a uma busca de informação para ter mais conhecimento sobre a história da arte.

“Tudo que eu vejo, vivo e convivo! Acontece coisas diariamente nesse mundo louco, e tudo isso é uma forma de inspiração para mim, sejam coisas boas ou ruins, tudo está sendo absorvido de alguma forma e em algum momento é expressado na minha arte” explica.

Trabalhando com o lambe-lambe, cartazes fixados com cola, espalha a sua arte por diferentes pontos da cidade gerando interação com o público que geralmente leva alguma mensagem de resistência e manifesto. Com trabalhos de ilustrações e projetos independentes, Mareco se identifica mais com a arte do grafitti e suas vertentes.

Com alguns projetos independentes, Leonardo já participou de diversas exposições com alusão a consciência negra e diversas outras temáticas. Em sua primeira exposição individual, teve como oportunidade estar expondo na galeria de vidro na região da feira central, onde apresentou trabalhos com temáticas de cunho social.

“Meu objetivo é continuar desenvolvendo essa interação com as pessoas através da minha arte, espero que se torne cada vez mais acessível e comunicativa podendo dessa forma conscientizar as pessoas” conta o artista.

Com intervenções em diversos locais e eventos da cidade, o artista conta que encontra diversos tipos de públicos e opiniões, podendo ser perigoso em alguns momentos ao gerar conflitos de ideias, mas como artista se sente prazeroso ao observar como a arte pode mudar a visão de mundo de várias pessoas. 

As artes e intervenções podem ser vistas em diferentes pontos da cidade, fiquem atentos e apreciem o trabalho.

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