terça-feira, 9 de abril de 2019

Brasileiros são os que mais sofrem com ansiedade


Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) cerca de 9,3% dos brasileiros sofrem de ansiedade

Nany Sene

Foto: Khosrork/iStock
Vivemos na era da globalização onde tudo é para ontem e as informações circulam na velocidade da luz, no meio de tanta correria do dia a dia, muitas vezes não sobra tempo para quase nada, principalmente para cuidar do presente.  Segundo a psicóloga Lígia Burton Ferreira os transtornos de ansiedade são hoje os mais diagnosticados, tanto que um estudo de epidemiologia de São Paulo mostrou que 10% da população sofre de ansiedade.

Segundo a psicóloga existe uma diferença entre ansiedade e angustia. “A ansiedade está relacionada ao desejo, a essa crise do desejo, de querer muito algo e não saber se vai acontecer ou não querer muito uma coisa e ter medo de não conseguir evitar. Já a angústia é algo que muitas vezes é a passagem para o ato ou a somatização. Então, em muitos momentos, o sujeito nem sabe que está ansioso, resolve na ação ou existe um desconforto, podendo estar acompanhado de dores, como dor de garganta, enxaquecas” explicou Ligia Burton.

De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5.ª edição (DSM-IV) existem diferentes tipos de diferentes de ansiedade:  
Transtorno do pânico (com ou sem agorafobia) “o indivíduo sente fortes sensações de que está para morrer, como se estivesse tendo um ataque do coração ou então, sente que está perdendo o controle, que está enlouquecendo ou perdendo a consciência”.
Transtorno de ansiedade generalizada (TAG) “não está ligado a sensações corporais específicas como no tipo anterior. No TAG, o estresse ou preocupações excessivas podem ser levantados como causas de pensamentos e sentimentos que desencadeiam a ansiedade”.
Fobia social (ou a ansiedade social) “é um dos tipos de ansiedade mais comuns e a acontecem sempre em situações públicas, tendo por base a avaliação que os outros podem ter de um dado desempenho. ”
Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) “ é causado por um trauma, por um evento terrível que realmente aconteceu na história da pessoa”.

A psicóloga explica que o tratamento indicado é a psicanálise e de acordo com o ponto de vista psicanalítico não existe cura por se tratar de um conceito problemático, como a vida é constituída de momentos bons e ruins e não existe como controlar determinadas situações e por conta disso é possível voltar para a terapia a qualquer momento.

“A psicanálise como um tratamento vai se ocupar da linguagem que o inconsciente esta usando, através do afeto da angústia e ansiedade para se manifestar. A psicanálise vai tratar a ansiedade, sempre que o paciente a identificar como algo que prejudique a sua vida em qualidade ” explica Ligia Burton.
Psicóloga Lígia Burton Ferreira CRP 14/07526-3
Telefone pra contato: (51) 9338-4545

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