segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O vírus “Febre do mayaro” pode ser transmitido pelo mosquito Aedes aegypti

Além de transmitir o vírus da dengue, Zika e Chikungunya, o mosquito Aedes aegypti pode transmitir a “Febre do mayaro”, que possui os mesmo sintomas

Sabrina Fernandes

Foto: Jaime Saldarriaga/Reuters
Pesquisadores estudam a possibilidade do vírus chamado “Febre do mayaro”, ser transmitido pelo mosquito aedes aegypti. O vírus é transmitido por mosquitos vetores silvestres na região Amazônica, porém recentemente foi detectado no Haiti, segundo pesquisadores da Flórida.
Identificado pela primeira vez em 1954, o vírus existe em regiões silvestres aos redores da região Amazônica. Mas recentemente, pesquisadores da Flórida identificaram o vírus no Haiti, em um menino de oito anos com sintomas de febre e dores abdominais, o resultado de exames deu positivo à “Febre do mayaro”. Os pesquisadores então concluíram que o vírus está se espalhando pelo continente.
Teme-se que o vírus tenha se adaptado durante esse tempo, pois era transmitido somente pelos mosquitos vetores silvestres, entretanto, agora pode ser transmitido por mosquitos vetores urbanos espalhados pelo mundo, como o Aedes aegypti e Aedes albopictus.
A “Febre do mayaro” possui semelhança com a dengue e chikungunya, os sintomas são: Febre inespecífica; cansaço; manchas avermelhadas pelo corpo; dores de cabeça e nas articulações; dores nos olhos, deixando-se o infectado intolerante à luz em alguns casos. A diferença com os outros vírus são as dores e o inchaço das articulações, que podem ser mais limitadas e durar meses.
Com a semelhança com a dengue, zika e chikungunya somente a identificação pelo quadro clínico não é suficiente para identificar a “Febre do mayaro”. O vírus pode ser diagnosticado somente através de exames laboratoriais específicos. E até o momento não existe vacina ou tratamento específico para o vírus, os médicos dirigem um tratamento somente para o aliviar os sintomas, segundo a Drª Ana Escobar.
As medidas de prevenção à “Febre do mayaro” é evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, limpar quintal, não deixar garrafas ou outros recipientes que acumule água parada, entre outras formas. E para se prevenir da picada do mosquito, o ideal é colocar tela nas janelas, mosquiteiros em berços e camas e além de usar o repelente.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, os repelentes indicados são a Icaridina, o DEET e o IR 3535. Os únicos que fazem o papel completo de repelir os mosquitos transmissores de vírus.
A Drª Ana Escobar explica sobre o assunto “O Aedes vive só 45 dias, voa no máximo em um raio de 300 metros de onde nasceu e, para transmitir uma doença,  tem que picar primeiro uma pessoa contaminada para depois picar uma susceptível. Parece impossível “pegar” uma destas doenças, em se tratando de um mosquito de 0,5cm de comprimento e aparentemente “frágil”. Mas a realidade está aí para provar o contrário.  Podemos mata-lo com a palma de nossas mãos. Mas ele certamente também nos pode matar com uma picada imperceptível. Por isso, protejam-se!”.

Brasil
Foram confirmados 197 casos do vírus, entre dezembro de 2014 á junho de 2015 nas regiões de Norte e Centro-Oeste, destacando-se os estados do Pará, Tocantins e Goiás que registrou 66 casos até fevereiro de 2016, de acordo com o Departamento e Informática do SUS (Datasus). Todos os infectados, moram ou estiveram em áreas rurais. “Importante salientar que no Brasil a transmissão desta doença limitou-se a regiões de mata. Não há relatos, até o momento, de transmissão urbana” conta a Drª Ana Escobar.

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