segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Taxa de desemprego cai no mês de julho


Apesar da queda nos índices, ainda há um desequilíbrio no mercado

Jurandi Libero

Foto: gustavomellossa/Getty Images
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que a taxa de desemprego recuou para 11,8% da população economicamente ativa no trimestre que terminou em julho de 2019. Esta queda fez com que 609 mil pessoas voltassem ao mercado de trabalho. Este foi o melhor resultado desde julho de 2018 quando a taxa era de 12,8%.

Houve também um aumento no nível de ocupação de pessoas que sobrevivem sem carteira assinada e pelo trabalho por conta própria. Este ano o aumento no nível de ocupação dos que não tem carteira assinada cresceu 3,9%, e no ano de 2018 este aumento foi de 5,6%, e também houve um aumento do que trabalham por conta própria. Passou de 1,4 em 2018 para 5,0% em 2019.

“Apesar da queda de desocupação, ainda é alto a geração de empregos sem carteira assinada e por conta própria.  Hoje os sem carteira assinada são cerca de 2,4%, e foi de 1,3% no período anterior, no setor privado, o mercado ficou estável enquanto no mercado informal continua em alta” explicou Simara Azeredo, coordenador de trabalho e rendimento do IBGE.

Mas não deixa de ser uma boa notícia, visto que este estava estabilizado e há uma perspectiva de recuperação para os próximos meses. O desemprego ainda é elevado no Brasil e tem diversos fatores; o baixo investimento privado, o excesso de gasto público, a qualidade do ensino em geral, principalmente na formação técnica e os custos financeiros na folha de pagamento no geral.

Outro motivo tem sido a desistência pela busca de uma vaga no mercado de trabalho, associado a 
queda do poder aquisitivo. Também contribui os baixos salários pagos pelo mercado devido a oferta e o ganho maior na “informalidade”.

Um dos fatores que influenciam fortemente na questão do desemprego é a procura especifica por mão de obra extremamente qualificada, para as mais diversas áreas do conhecimento, tais como alta tecnologia, agronegócios, novas fronteiras agrícolas com produtos tipo exportações e as qualidades e desejos empreendedores do povo brasileiro.

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