quarta-feira, 28 de março de 2018

Estudantes trocam hábito de ir à biblioteca para estudar através de meios digitais


Thalysson Pereira, Aline Barreto e Lucas Oliver

Com o avanço da tecnologia a pessoas têm deixado para trás métodos que antigamente eram muito utilizados como por exemplo, ir até uma biblioteca para fazer pesquisas e buscar informações. Hoje com um simples toque é possível ter acesso a qualquer tipo de informação, basta ter um smartphone, computador ou tablet com acesso à internet. 


A acadêmica Hellen de Souza de 19 anos, estudante do curso de Engenharia elétrica opta em utilizar a biblioteca para estudar, pois para ela o ambiente é mais tranquilo e confortável. “Prefiro utilizar o espaço da biblioteca para realizar pesquisas e buscar informações, o ambiente é bem agradável e aqui eu encontro tranquilidade na hora do estudo”, disse a acadêmica.
Assim como tem pessoas que preferem estudar usando um livro físico, existem aqueles que preferem estudar utilizando um aparelho de celular, pela comodidade e facilidade em obter mais rápido as informações. 

Manoel Mattos de 22 anos, acadêmico de Engenharia civil, prefere estudar através do celular pela praticidade que a tecnologia oferece. “O estudo pelo smartphone é mais prático, pois graças á tecnologia hoje é possível ter todo o conteúdo na palma da mão”, explicou Manoel.
De acordo com o site Publish News, 46,89% das unidades comercializadas pelas editoras de interesse geral em 2016 eram e-books, o que representou 3,16% no faturamento das mesmas, o que resulta em uma participação considerável na venda dos livros no Brasil, embora 53 % dos entrevistados ainda preferem ler em livros físicos. Pesquisa realizada na edição de 2017 do “Global Ebook”.



Aliado ou inimigo? O uso do celular na vida das pessoas


Alexander Lucas Vieira, Nilson Donato e Taynara Menezes

Os nossos queridinhos estão por aí. Os celulares, a todo o momento, nos dizem o que fazer e para onde ir. Já fazem parte do dia a dia. Os smartphones estão desde o alarme da manhã, até o último boa noite da rede social. É! Viver sem ele nos dias de hoje é difícil. Um dia sem celular parece ser o fim, mas na verdade, não precisa ser.


A dependência pelo aparelho vem se tornando algo normal em todas as faixas etárias. A Nathália Araujo, de 19 anos, nos contou que é através de seu smartphone que ela paga contas, conversa com amigos e familiares, recebe e-mails.... Sim! Ela faz tudo! A estudante de arquitetura conta que já houve ocasiões em que não pode contar com a ajuda do aparelho, mas que “sobreviveu” sem o mesmo, e que se mal utilizado ele se torna um inimigo.



Impacto das redes sociais e a polaridade política nas eleições 2018


“Alunos falam sobre os impactos das redes sociais e como a direita e esquerda afetam as escolhas políticas no Brasil”


Tero Queiroz e Lucas Barreto



Em ano de eleição e nervos a flor da pele, o principal motor dessa grande corrida presidencial sem dúvidas é o cidadão. Ele sofrido, judiado e abandonado de inúmeras formas, tem agora a única chance de mudar seu destino. Com direito aos 15 segundos no Globo e o Facebook como principal meio de opinião, o cidadão articula para tentar sobreviver ao emaranhado de informações. 

A comunicação e polaridade política são os principais diferenciais dessa eleição, que já é considerada por muitos estudiosos como uma das maiores para história política do país.  Entre as questões levantadas uma delas é a dúvida; até que ponto a divisão do país em direita e esquerda afeta o resultado nas urnas? Para responder essas questões, entrevistamos alguns alunos da Universidade UNIDERP  em Campo Grande, estado de Mato Grosso do Sul. 

Veja abaixo algumas das opiniões: 








Estudantes dividem espaço com gatos na Uniderp


Caio Cesar Tumelero, Nany Senne e Sabrina Martins
Foto: Sabrina Menezes


Aproximadamente 30 gatos vivem aos fundos da Universidade Uniderp. Logo, eles acabam dividindo os mesmos espaços com os alunos que frequentam os blocos 4 e 5, seja para lanchar, fazer trabalhos ou simplesmente conversar. Para alguns, isso não é problema, para outros, a situação gera desconforto e medo.


Segundo Cleide Mota, atendente da lanchonete “Kantina”, a situação se tornou comum. A convivência com os felinos acaba sendo natural. É o caso de Allifen Marques, acadêmico do 5º semestre de Publicidade e Propaganda. Para ele, os animais não atrapalham em nada. Porém, ele ressalta que ouviu relatos de pessoas que acabaram maltratando os animais.
Andressa Silva, atendente de lanchonete, também disse que não se sente incomodada, mas já viu alguns acadêmicos deixarem o local por terem medo ou simplesmente por não gostar de gatos.

O que acontece dentro da universidade nada mais é que um reflexo da realidade no mundo externo. São cerca de 30 milhões de animais em situação de abandono no Brasil. A Organização Mundial da Saúde estima que entre 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães estão abandonados.

Para tentar reverter à situação do crescimento desordenado, o Centro de Castrações de cães e gatos do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) foi inaugurado no último dia 19 de março, em Campo Grande. Segundo a prefeitura, a previsão é que o órgão castre pelo menos 600 felinos e 200 cães por mês.

Tudo será realizado por agendamentos, que podem ser efetuados pelo telefone. 3314-5001.





Casos de depressão no Mato Grosso do Sul sobem 18%


Daniel Renostro, Tamires Santana e Thaís Schneider 

Nos últimos anos, o índice de jovens com depressão no Brasil aumentou significativamente. Só em Mato Grosso do Sul, em maio de 2017, o Estado registrou um aumento de 18% nos casos de depressão, sendo que, no mesmo ano, foi registrado ainda um aumento de 40% nos casos de suicídio consequentemente provocados pela doença, em relação ao ano anterior.

Esse transtorno psiquiátrico atinge pessoas de qualquer idade, embora seja mais frequente entre mulheres e jovens. O distúrbio pode durar meses ou anos, e é classificado de acordo com sua intensidade, leve, moderada ou grave.

O diagnóstico deve ser feito por um médico especialista, numa avaliação psicológica que incluirá histórico do paciente e da sua família, bem como alguns exames, poderá dizer se o problema é realmente uma depressão. Além de poder estar ligada ao histórico de vida do paciente, a depressão muitas vezes está associada a outros transtornos psiquiátricos.

O tratamento resume-se em diversos medicamentos antidepressivos, que ajudam a regular a química cerebral, e o médico escolherá segundo o perfil do paciente. O acompanhamento psicológico, que vai descobrir as causas do problema e como ele poderá ser resolvido, é indispensável inclusive porque os remédios podem demorar um tempo para fazer efeito.
A professora do curso de psicologia da Universidade Uniderp, Juliana Cintra Marques fala melhor sobre o assunto e esclarece algumas dúvidas.





terça-feira, 27 de março de 2018

Memorial da Cultura Indígena é revitalizado em Campo Grande após cinco anos


O espaço foi criado em 1999, mas sofreu degradação ao longo do tempo e chegou há ficar cinco anos fechado


Norton Soares
Foto: Bruno Henrique


Na manhã desta terça-feira (27) ocorreu uma cerimônia no bairro Tiradentes, a reabertura do novo memorial da cultura indígena. Recheada de referências histórica a cerimônia homenageou a fundadora Enir ‘Terena’ Bezerra, a primeira cacique de uma aldeia urbana do país, falecida em junho de 2016.

A revitalização encerra período de cinco anos no qual o Memorial permaneceu fechado, o atual cacique Daniel Silva, que é filho de Enir Terena, destacou a importância do local para a valorização da cultura e história da população, que em sua maioria é de etnia terena.

O espaço foi criado em 1999, construído com bambu tratado, coberto com palha de bacuri e possui área total de 340 metros quadrados. Localizado na única aldeia urbana do país, construída pela prefeitura, com 135 ocas constituindo o Conjunto Habitacional Marçal de Souza, residência de famílias da nação Terena que trocaram as reservas pela vida na cidade. É um espaço que resgata a cultura indígena, com acervo variado de cerâmica Terena, artesanatos em palha, telas e abajures com material e motivos indígenas, além de literatura específica. 

Foto: PMCG

A verba destinada na revitalização do Memorial veio de uma parceria do município com o Governo do Canadá, que conta com um fundo de investimento para cultura indígena, foi destinada cerca de 80 mil reais para a ação. No local será promovido a reabertura do Bazar de Artesanato e a realização de cursos contínuos de Dança, Música e Artes Indígenas para todas as comunidades de Campo Grande e dará continuidade ao programa de qualificação da população indígena urbana do Município.

No memorial vão ficar expostos artesanatos feitos em aldeias indígenas de Mato Grosso do Sul. A intenção é que o espaço seja um ponto turístico para valorizar a cultura e gerar renda.

  

quinta-feira, 22 de março de 2018

Motorista de Uber finge desmaio para fugir de sequestro


Caso aconteceu na noite de ontem no Jardim Columbia

Elaine Silva


Um motorista de Uber foi sequestrado após atender uma ‘corrida’. Os bandidos estavam armados e amarraram a vítima o obrigando a ingerir bebida alcoólica. O caso aconteceu na noite de ontem (21) no Jardim Columbia, em Campo Grande.

Para a polícia, a vítima contou que tinha acabado de atender uma corrida a um casal, quando ao deixá-los em seu destino acabou sendo abordado pelos autores.  Armados os bandidos os amarraram, encapuzaram e o colocaram no banco de trás do veículo. A vítima foi levada até uma mata, sendo obrigada a ingerir bebida alcoólica e consumir entorpecentes.

Depois de fingir um desmaio, os assaltantes o abandonaram. Depois de minutos a vítima saiu em busca de ajuda. O veículo do motorista ainda não foi localizado.

Especial

O que se sabe sobre a morte da Vereadora Marielle Franco?

Daniel Renostro e Sullen Lands 

A vereadora do Psol e ativista dos direitos humanos Marille Franco e seu motorista Anderson Pedro Gomes foram mortos a tiros na noite do dia 14 de março, no Centro do Rio de Janeiro por volta das 19:00 horas. Ao sair de um debate para jovens negras promovido pelo seu partido Marielle e seu motorista foram surpreendidos por um carro prata que efetuou diversos disparos.

Imagens do circuito de segurança de comércios locais e da prefeitura do Rio mostram o carro da vítima sendo seguido por dois outros carros. A polícia suspeita que um dos carros ultilizados seja um veículo encontrado abandonado no último dia 18, no municipio de Ubá, há 290 km do local do assassinato, porém a informação ainda não foi confirmada. Até o momento polícia acredita em execução premeditada, dada a ação dos criminosos, mas ainda tenta estabelecer possíveis motivos para o crime. Registros de ligações telefonicas feitas no trajeto percorrido pelos assassinos nos minutos que antecederam o crime também estão sendo investigadas, no local existem 26 antenas telefônicas que serão checadas.

Desde 28 de Fevereiro Marielle era relatora da comissão da Câmara dos vereadores criada para fiscalizar a intervenção, com o poder de aprovar relatórios e providências contra militares e policiais. A vereadora ainda batia de frente se dizendo contra o decreto assinado pelo presidente Michel Temer, no qual dava aos militares poderes amplos para tornar o Rio de Janeiro mais seguro. Antes de sua morte a vítima também sugeriu em seu twitter que o assassinato de um jovem foi o último ato de brutalidade polícial na cidade. Ela era defensora dos direitos humanos e suas principais ações no legislativo criticavam fortemente a atuação de políciais que agiam fora da lei.

O ministério de Segurança Pública informou que as cápsulas de munição usadas no assassinato da vereadora pertecem ao mesmo lote comprado pela polícia Federal de Brasília em 2006. O ministro Raul Jungmann afirmou que a munição havia sido roubada da sede dos correios na Paraíba, porém a agência dos Correios negou a informação.

Marielle tinha 38 anos, era negra, mãe solteira e formada em sociologia, registrou sua primeira candidatura em 2016 e foi eleita com 46502 votos, sendo a quinta mais votada no Rio de Janeiro. A morte da vereadora causou grande impacto social e muita gente foi a rua protestar a sua morte, além disso vários artistas homenagearam Marielle, dentre eles Caetano Veloso, Elza Soares, Mariza Monte, Camila Pitanga e Emicida.

Especial


Caso Marielle Franco gera repercussões no Brasil e no exterior


Caio Cesar e Nany Sene  
Foto: Divulgação

A morte da vereadora Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes, ocorrida na última quinta-feira (14), em um bairro do Rio de Janeiro, gerou muita repercussão nas redes sociais tanto no Brasil quanto no exterior. Segundo levantamento da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV Dapp), foram 567,1 mil menções no Twitter durante as 19 horas posteriores ao assassinato.


Essas comoções, em sua grande maioria, vieram acompanhadas de luto e apoio às famílias das vítimas. Para falarmos em números, segundo a FGV, cerca de 88% das menções nas redes foram publicações que destacavam a trajetória de Marielle na polícia e em causas sociais, além de apresentarem profundo luto pela perca da ativista. Essas publicações foram endossadas por políticos e militantes ligados a partidos de esquerda, entre eles o ex-presidente Lula, que sugere na postagem que o crime foi um crime político. “Meus sentimentos e solidariedade aos familiares, amigos e companheiros de Marielle Franco, corajosa liderança política. O Rio de Janeiro e a democracia brasileira foram atingidos por esse crime político bárbaro”.

Por outro lado, aproximadamente 7% das publicações usaram a morte da moça para fazer duras críticas a esquerda, defendiam medidas duras de segurança. Além disso, fez uso da discussão para criticar o PSOL e ativistas dos direitos humanos em geral. Eduardo Bolsonaro, deputado estadual pelo Rio, postou em seu perfil no Twitter: “Mais uma lição: se você morrer seus assassinos serão tratados por suspeitos, salvo se você for do PSOL, aí você coloca a culpa em quer você quiser, inclusive na PM”.

O caso também gerou manifestações de importantes entidades mundiais. A Organização das Nações Unidas (ONU) se pronunciou em menos de 24 horas, fugindo de sua tradicional prática de esperar dias para fazer um comentário. Ela emitiu uma dura nota exigindo que houvesse uma investigação sobre o caso, assim como garantias de que os responsáveis fossem levados à Justiça.

Já no Parlamento Europeu, 52 deputados de partidos de esquerda enviaram uma carta ao chefe da diplomacia do bloco pedindo as suspensões das negociações entre o Mercosul e a Europa até que o Brasil emitisse respostas sobre a proteção a defensores de direitos humanos.



Marielle Franco, ressurgimento da esquerda cai sobre as balas brasileiras

Ativista incansável dos direitos humanos e ativista contra a violência policial nas favelas

Renan Santos

Foto: Marcelo Sayao
Mulher negra, Vítima da violência que ela denunciou. Incansável ativista dos direitos humanos, Marielle Franco, de 38 anos, foi baleada cinco vezes na cabeça na noite de quarta-feira, bem no centro da "cidade maravilhosa".

À esquerda - sua família política - à direita, seu assassinato causa uma reviravolta. "Marielle Franco encarna uma esperança de renovação, numa época em que a maioria dos líderes políticos cariocas está na prisão. 

No local do crime as balas mostram que os assassinos sabiam exatamente a localização da vítima, eles fugiram sem roubar nada. O suficiente para se alimentar as suspeitas de uma “ execução”. "Aqueles que acreditam que as vozes que defendem os pobres e as vítimas da injustiça podem ser silenciadas", reagiu Ivan Valente, membro do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

Nascida e criada na Maré, um grupo de favelas muito violentas, onde policiais e traficantes de drogas se enfrentam regularmente, Marielle Franco, uma socióloga, foi reconhecida por seu ativismo para mulheres negras e moradores de favelas, vítimas da violência Policial.
Este assassinato vem em plena intervenção federal decretada há um mês no estado do Rio pelo presidente Michel Temer para lidar com o surto de violência. Feroz contra esta medida, Marielle Franco foi nomeada relatora da comissão criada pela câmara municipal para examinar a ação da polícia, sempre rapidamente criminalizando as favelas.

Geralmente tragédias costumam unir pessoas, e foi isso que o mundo inteiro parou para ver na manhã de quinta-feira: um país dividido momentaneamente unido pelo luto de Marielle. Da Presidência da República aos maiores meios de comunicação; das redes sociais aos principais partidos políticos; todos falaram, inclusive o silêncio dos que não se pronunciaram. A mídia internacional, governos e ativistas ao redor do mundo reagiram retransmitindo a mensagem em solidariedade. Por um momento, Marielle uniu o Brasil aos olhos do mundo.

Marielle também chamou a atenção do órgão da ONU sediado em Genebra que monitora a situação dos direitos humanos ao redor do mundo e, se necessário, procura atuar sobre elas. Relatorias atuam sobre os mais diversos temas, tais como liberdade de expressão, defensores de direitos humanos, racismo, violência contra a mulher e execuções extrajudiciárias. Com frequência, as relatorias trabalham conjuntamente sobre um mesmo caso.

Uma coisa é certa. O sucesso da investigação sobre o caso Marielle vai depender da pressão doméstica e internacional; e exigirá o diálogo de diversos setores do Estado e da sociedade brasileira. O caso ganhou projeção internacional e provavelmente será politizado, como é natural a todas as questões de direitos humanos. 

Governos, organizações e a opinião pública internacional foram cativados pela história desta jovem ativista negra, de origem humilde e que foi, muito provavelmente por causa de sua atividade política, brutalmente assassinada. Se toda crise é uma oportunidade, esta é a oportunidade de o Brasil mostrar a que veio. Graças à Marielle, o mundo todo acompanha agora o drama da intervenção militar federal no Rio de Janeiro. Hoje, Marielle é do tamanho do mundo.



Homenagens e protestos pelo mundo mostram que luta de Marielle Franco é de interesse mundial


O assassinato da vereadora tem gerado protestos e manifestações no Brasil e em outros países, artistas e personalidades tem expressado seu apoio através das redes sociais

Lucas Oliver, Letícia Ferreira e Larissa Ramos
Foto: Rahel Patrasso

O assassinato da vereadora carioca Marielle Franco e de seu motorista Anderson Pedro Gomes, gerou comoção em todo o Brasil, diariamente vemos e ouvimos notícias a respeito do ocorrido, Marielle que já lutava em favor dos direitos das minorias passou ainda mais a representar a esperança de um mundo com mais igualdade.




Protestos e homenagens de todas as classes inundaram as redes sociais Brasil afora, o nome de Marielle se tornou um dos mais procurados da internet e a imprensa internacional passou a divulgar todas as informações sobre o assassinato e fases da investigação. Em poucos dias, a história de Marielle passou a ser veiculada em meios de comunicação em quase todo o mundo, artistas e anônimos unidos contra o crime bárbaro que tirou a vida da vereadora.

Pelas redes sociais artistas nacionais e internacionais passaram a publicar mensagens de apoio a família, demostrando a indignação pelo fato, protestos começaram a serem organizados e milhares de pessoas foram às ruas no Brasil e no exterior.

No jornal norte-americano The Washington Post estampou nesta terça-feira (20), com destaque em edição impressa e também no website, reportagem sobre Marielle Franco, com imagens dela e dos protestos que se espalharam pelo país e pelo mundo denunciando o crime contra a parlamentar que era uma voz em defesa de minorias sociais. "Uma política negra foi morta a tiros no Rio. Agora é um símbolo global", dizia o título da reportagem.

Em Buenos Aires, um grupo de pessoas protestaram na última sexta-feira em frente à embaixada do Brasil, em Paris, pessoas se reuniram em protesto na Praça da Ópera em uma caminhada em favor da integração feminina e da solidariedade. Em Nova York, 150 pessoas se uniram em um ato de protesto contra o assassinato da vereadora em frente ao Union Square, em São Paulo, manifestantes foram para a frente do Museu de Arte de São Paulo e seguiram para a Rua da Consolação e Praça Rooselvet com cartazes e frases que diziam “Não foi assalto, foi execução” e “Ela é porque nós somos”, além das manifestações, nas redes sociais a hastag “#Mariellepresente” é uma das mais compartilhadas.
A atriz norte-americana Viola Davis se manifestou a respeito do assassinato da vereadora Marielle Franco ,nesta terça-feira, 20: "Acabo de ler sobre esta mulher corajosa, Marielle Franco, que lutou pelos direitos dos pobres nas favelas. Eu estou me levantando e lutando com você, Brasil! Viva Marielle e Anderson", escreveu a atriz.

A revolta e a indignação pelo assassinato da vereadora, na última quarta-feira, chegaram ao mundo da música pop e ao palco da Praça da Apoteose na noite deste domingo. A cantora americana Katy Perry fez uma homenagem a Marielle na música “Unconditionally”, exibindo uma foto da ativista carioca no telão. Katy também recebeu a irmã de Marielle, Anielle Franco, e sua filha, Luyara Franco, no palco, e no camarim, antes da apresentação. A música veio em um bloco do espetáculo chamado “Introspective”, de músicas mais tristes e reflexivas.

O Papa Francisco prestou suas condolências à família da vereadora Marielle Franco, morta no último dia 14. Momentos antes do ato que celebrou a missa de sétima dia da parlamentar e do motorista Anderson Gomes, o Pontífice conversou Marinette Franco, mãe da vereadora. A informação foi confirmada por Anielle Silva, irmã de Marielle.
O Vatican Insider, site especializado em notícias do Vaticano, também confirmou o telefone de Francisco
Elza Soares e Pitty foram até o estúdio do Fantástico para cantar em homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada a tiros no Rio no dia 14 de março. As cantoras foram acompanhadas por músicos da mesma favela onde Marielle cresceu: o Complexo da Maré.


quarta-feira, 21 de março de 2018

Polícia busca pistas sobre morte de Marielle na sede do Legislativo do RJ


Autoridades cobram para que crime seja solucionado

Thalysson Pereira, Lorena Oliveira, Patrícia Duré

Na última terça-feira (20) a Divisão De Homicídio Civil, que investiga a morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, procuraram a sede do Legislativo da cidade do Rio de Janeiro em busca de pistas através das imagens de câmeras de segurança do local. De acordo com informações dos funcionários, essa foi a terceira vez que os oficiais recolheram uma quantidade elevada contendo gravações feitas no dia e semanas antes do crime.

O presidente da Câmara, Jorge Felippe (PMDB), diz não entender o motivo do assassinato, pois a mesma tinha uma boa relação com todos em seu ambiente de trabalho. Felippe disse que a casa está contribuindo para que o fato seja esclarecido, “toda contribuição possível para o rápido esclarecimento do crime está sendo prestada pela Casa à polícia do Rio”, afirmou.

No sábado (17) a Polícia Civil de Ubá, MG, encontrou um veículo que pode ter sido utilizado por suspeitos pala morte da vereadora. De acordo com o delegado Alexandrino Rosa de Souza, a Polícia recebeu uma denúncia anônima informando a localização de um carro que teria sido abandonado em uma rua sem saída, com placas do Rio de Janeiro.

Deputado Alberto Fraga teve pedido de cassação após divulgar fake news em rede social contra a vereadora. Ele acusou Marielle de ser eleita através da ajuda de facção criminosa por ter sido casada com o traficante Marcinho VP.


Saída de antigos moradores prejudica bairro


Local onde havia casas construídas, hoje existe apenas mato e lixo

 

Thalysson Pereira



Local onde moravam as famílias da área do comodato, localizado na rua Marginal Balsamo, no bairro Universitária 2, Cohab – região leste de Campo Grande, está preocupando os moradores do local. O mato alto repleto de lixo, além de abrigar animais peçonhentos, também pode servir como esconderijo para usuários de drogas e criminosos. 

Já se passaram dois anos que as casas foram demolidas e até o momento, nada foi realizado para ajudar as pessoas do local. A moradora identificada como Roseli Baez de 62 anos, informou para a equipe de reportagem, que nesse período o lugar foi limpo uma única vez. Isso logo após as residências serem derrubadas. 

Além do mato alto, uma grande quantidade de lixo é descartada irregularmente no terreno que antes servia como moradia para muitas famílias, fazendo assim com que o local se torne um lixão a céu aberto. 

O aposentado Vicente Goes Sene é morador do bairro há 30 anos e relatou que a situação na região é precária, e até agora, nenhuma providência foi tomada “O bairro é uma área crítica principalmente em questão a dengue, pois, é cercado por córrego e após a saída dos antigos moradores a prefeitura não fez limpeza nenhuma”, disse Vicente. 

Além dos riscos oferecidos à saúde dos moradores, a região tem se tornado muito perigosa. Os moradores relataram à reportagem que estão se sentindo inseguros e têm medo de caminhar pela Marginal Bálsamo em razão do índice de criminalidade. A dona de casa Dina, de 62 anos, reside em frente do terreno tomado pelo mato e disse que os moradores da região foram removidos do local com a promessa de que no lugar fosse construída uma pista de caminhada. E relatou ainda que o bairro se tornou perigoso após a mudança.

“O bairro era mais seguro quando tinha moradores em frente e ao lado. Agora, é isso que todos estão vendo, mato e lixo tomando conta, isso é ruim. A gente sai durante a noite, e quando voltamos, não sabemos o que pode acontecer. Tem pessoa que se esconde no escuro”, contou.

Roseli Baez também reclama do perigo e diz que os criminosos não escolhem o horário para agir. A campo-grandense relatou que, inclusive, já foi abordada por assaltantes em pleno a luz do dia, e que tem medo de sentar na frente da sua própria casa.

“Já fui abordada por um homem de bicicleta na esquina de casa, e outra vez, por um motoqueiro quando estava acompanhada do meu filho no portão da minha residência. Não posso sentar do lado de fora, pois coloco a minha vida em risco”, destacou Roseli.

A reportagem entrou em contato com a prefeitura para saber qual o destino que será dado ao terreno que foi desocupado, pois segundo os moradores havia uma promessa para construção de uma pista de caminhada no local.

Outro questionamento feito pela reportagem foi também sobre a situação que está no local em relação à falta de segurança. Porém, até o fechamento da edição a prefeitura não encaminhou nenhuma resposta.

Corrida da Águas Guariroba será dia 25 de março


Coloque seu corpo para mexer

Salime Graef


Foto: Divulgação
Estes são alguns motivos da corrida Águas Guariroba Capital que esta na 7ª edição e as 1.000 vagas tem sido bastante disputadas, além de promover a pratica saudável de atividades físicas, o evento chama a atenção para o consumo consciente de água, e por isso será realizado no domingo 25 de marco no encerramento da semana da água.


As inscrições estão abertas na sede da concessionária – rua Antônio Maria Coelho, 5.401, bairro santa fé – ou na Anita calçados da avenida mato grosso. Uma novidade é a opção on-line, pelo aplicativo kmais. O valor é de R$ 50,00 e garante ao participante o kit com camiseta, chip e número de peito. No dia da corrida, recebem isotônico, frutas e água.

A disputa acontece em quatro categorias: feminino e masculino, em percursos de 5 km e 10 km. Para os que não correm, mas querem participar da comemoração, a opção é a caminhada de 5 km. A largada será às 08:00 da manhã, na frente da sede da Águas Guariroba - rua Antônio Maria Coelho, esquina com via parque. E lembrem-se: são apenas 1.000 inscritos.

A ação é uma iniciativa da Águas Guariroba e conta com a organização da vo2 corrida de rua, com patrocínio da m2t eventos e fino traço, apoio da Anita Calçados, Dale Sorvetes, Mix Nutri, Natubom, Printcom e 8020 Marketing.


ESPECIAL


Quem foi Marielle Franco?

Tamires Santana e Thays Schneider



Nascida no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, em 27 de julho de 1979, Marielle Franco, era referência na luta pelos direitos humanos. Ela era formada em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). A vereadora foi mãe muito nova, aos 19 anos, quando nasceu Luyara, fruto de um relacionamento com o traficante Marcinho VP.

Em 2006, a socióloga integrou a equipe da campanha que elegeu Marcelo Freixo à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Após a posse dele como deputado, foi nomeada assessora parlamentar dele. Depois assumiu a coordenação da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da assembleia.

Após 10 anos, em 2016, a assessora parlamentar entrou para a política, quando nas eleições daquele ano foi eleita com 46.502 votos para o cargo de vereadora na capital carioca. Marielle Franco foi a quinta mais votada na cidade.

Após isso, a vida política foi dedicada a militância pelos direitos humanos, feminismo e contra ações violentas nas favelas. A luta foi impulsionada após a morte de uma amiga, vítima de bala perdida, durante um tiroteio envolvendo policiais e traficantes de drogas na favela onde nasceu e viveu.

A vereadora vivia com sua companheira, a arquiteta Mônica Benícia. Uma de suas principais frentes de atuação era pelas pautas de movimento LGBT.
Como vereadora, Marielle também trabalhou na coleta de dados sobre a violência contra as mulheres, pela garantia do aborto nos casos previstos por lei e pelo aumento na participação feminina na política.
Em pouco mais de um ano, redigiu e firmou dezesseis projetos de lei, dois dos quais foram aprovados: um que regulou o serviço de mototáxi e a Lei das Casas de Parto, visando a construção desses espaços cujo objetivo era fornecer a realização de partos normais.

Após todo o seu trabalho na política do Rio de Janeiro, e menos de 2 anos de mandado, ela foi assassinada a tiros dentro do carro na capital carioca e vários foram os boatos sobre sua morte.
Entenda a morte de Marielle

No último dia 14 de março no Rio de Janeiro a ex-vereadora Marielle Franco foi morta com quatro tiros na cabeça, no local do crime estava a sua assessora, que ficou ferida e seu motorista que faleceu.

 A morte da vereadora ocorreu dois dias antes a intervenção federal na segurança pública do Rio completar um mês, onde a medida inédita  foi  anunciada pelo Presidente Michel Temer em 16 de fevereiro com apoio dos governadores.

De acordo com a polícia, por volta das 19 horas do dia do assassinato, Marielle chegava à Casa das Pretas, na Rua dos Inválidos, para um debate promovido pela coligação a qual era membro, o PSOL.
Por volta das 21 horas, quando a socióloga deixou o local com a assessora e o motorista, a vereadora começou a ser seguida por um carro modelo Cobalt. No meio do trajeto um outro carro começou a acompanhar o Cobalt na perseguição.

Por volta das 21h30, na Rua Joaquim Paralhes, um dos veículos emparelha com o carro de Marielle e faz 13 disparos: 9 acertam a lataria e 4, o vidro. Mariele e Anderson, o motorista são baleados e morrem e a assessora é atingida por estilhaços, levada ao hospital e liberada.

A principal hipótese da polícia é de execução, pois há boatos que a educadora era membro da fação criminosa comando vermelho.

A comoção do caso Marielle

O caso gerou comoção em todo o país, tanto que há um projeto de resolução para que a tribuna do plenário da Câmara dos Vereadores do Rio passe a se chamar Marielle Franco em homenagem a ela.
O projeto ainda precisa passar pelas comissões de educação e justiça. Por isso, não deve haver tempo hábil para a aprovação até o fim desta semana. A proposta é assinada por seis deputadas e tem o apoio formal de outros 24 parlamentares. Com isso, o projeto já tem votos suficientes para a aprovação.

Além do Projeto de Lei, logo após o assassinato ocorreram diversas manifestações. Em São Paulo, no último domingo (18), 4,3 mil pessoas confirmaram presença em evento de rede nacional o “ Ato Domingo vai ser maior! São Paulo contra o Genocídio Negro”!




terça-feira, 20 de março de 2018

Após trote mãe denuncia estupro de filha


Caso aconteceu em Dourados nesta segunda-feira

Elaine Silva


Uma estudante de 17 anos teria sido vítima de estupro, em uma festa promovida por acadêmicos no município de Dourados. A mãe da jovem de 38 anos registrou um boletim de ocorrência após encontrar a filha em um hospital em coma alcoólico. Conforme os relatos da mãe ela teria participado do trote universitário no centro da cidade, pedindo dinheiro nos semáforos.

A mãe contou para a polícia que ontem (19), ela recebeu um telefone relatando a situação que a adolescente estava no hospital.  No local a mulher reparou que a jovem estava com trajes masculinos e em suas roupas intimas havia sangue. Questionada pela mãe a menor não soube informar o ocorrido. A vítima passara por exames e o caso será investigado pela Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM), segundo informações do site Dourados News.  





Comoção internacional a respeito da morte da vereadora Marielle Franco

Repercussão a respeito da execução de politica no Rio de Janeiro gera polêmica e revolta na população, ganhando proporção global

Norton Soares

A deputada Marielle Franco foi morta a tiros junto de seu motorista saindo de um evento na quarta-feira passada (14), o crime é descrito como execução e a população se comoveu para que o caso seja resolvido, as suspeitas é que Franco tenha sido morta por causa de suas ideologias, denunciando e lutando contra o abuso de poder, sendo da favela, mulher negra, lésbica. Nas redes sociais diversos postes denunciando o ocorrido estão sendo postados, ganhando proporções internacionais.


Foto: : Instagran Viola Davis

A atriz norte-americana ganhadora do Oscar Viola Davis se manifestou hoje em rede social a respeito do assassinato da deputada, que vem ganhando grande repercussão não apenas nacional, mas também internacionalmente. A atriz postou uma foto da ativista acompanhada da seguinte legenda: “Acabei de ler sobre esta mulher corajosa, Marielle Franco, que lutou pelos direitos dos pobres nas favelas. Eu os apoio e estou lutando com vocês! Viva Marielle e Anderson!!!”.





Foto: Twitter Elza Soares
No Brasil personalidades como os cantores Caetano Veloso e a Elza Soares também vieram a público sobre o assunto, demonstrando bastante tristeza. O Presidente Michel Temer se pronunciou novamente ontem após reunião com o general Walter Souza Braga Netto, atual responsável pela segurança do Rio de Janeiro, "A determinação é para apurar no menor prazo possível, então, com todos os esforços. Falei, inclusive, com o general Braga na sexta-feira para envidar todos os esforços e recursos disponíveis para logo solucionar essa questão", afirmou o presidente. 


Foto: Rafael Godinho
A cantora norte-americana Katy Perry que fez show no Rio de Janeiro, cidade natal da Marielle, nesse domingo (18) fez uma homenagem à vereadora em sua turnê “Witness: The Tour”, cantando a música “Unconditionally”, que fala sobre amor incondicional e chamando a filha e a irmã da ativista para o palco e em seguida pedindo um minuto de silencio em um momento que emocionou seu publico.