quarta-feira, 21 de março de 2018

Saída de antigos moradores prejudica bairro


Local onde havia casas construídas, hoje existe apenas mato e lixo

 

Thalysson Pereira



Local onde moravam as famílias da área do comodato, localizado na rua Marginal Balsamo, no bairro Universitária 2, Cohab – região leste de Campo Grande, está preocupando os moradores do local. O mato alto repleto de lixo, além de abrigar animais peçonhentos, também pode servir como esconderijo para usuários de drogas e criminosos. 

Já se passaram dois anos que as casas foram demolidas e até o momento, nada foi realizado para ajudar as pessoas do local. A moradora identificada como Roseli Baez de 62 anos, informou para a equipe de reportagem, que nesse período o lugar foi limpo uma única vez. Isso logo após as residências serem derrubadas. 

Além do mato alto, uma grande quantidade de lixo é descartada irregularmente no terreno que antes servia como moradia para muitas famílias, fazendo assim com que o local se torne um lixão a céu aberto. 

O aposentado Vicente Goes Sene é morador do bairro há 30 anos e relatou que a situação na região é precária, e até agora, nenhuma providência foi tomada “O bairro é uma área crítica principalmente em questão a dengue, pois, é cercado por córrego e após a saída dos antigos moradores a prefeitura não fez limpeza nenhuma”, disse Vicente. 

Além dos riscos oferecidos à saúde dos moradores, a região tem se tornado muito perigosa. Os moradores relataram à reportagem que estão se sentindo inseguros e têm medo de caminhar pela Marginal Bálsamo em razão do índice de criminalidade. A dona de casa Dina, de 62 anos, reside em frente do terreno tomado pelo mato e disse que os moradores da região foram removidos do local com a promessa de que no lugar fosse construída uma pista de caminhada. E relatou ainda que o bairro se tornou perigoso após a mudança.

“O bairro era mais seguro quando tinha moradores em frente e ao lado. Agora, é isso que todos estão vendo, mato e lixo tomando conta, isso é ruim. A gente sai durante a noite, e quando voltamos, não sabemos o que pode acontecer. Tem pessoa que se esconde no escuro”, contou.

Roseli Baez também reclama do perigo e diz que os criminosos não escolhem o horário para agir. A campo-grandense relatou que, inclusive, já foi abordada por assaltantes em pleno a luz do dia, e que tem medo de sentar na frente da sua própria casa.

“Já fui abordada por um homem de bicicleta na esquina de casa, e outra vez, por um motoqueiro quando estava acompanhada do meu filho no portão da minha residência. Não posso sentar do lado de fora, pois coloco a minha vida em risco”, destacou Roseli.

A reportagem entrou em contato com a prefeitura para saber qual o destino que será dado ao terreno que foi desocupado, pois segundo os moradores havia uma promessa para construção de uma pista de caminhada no local.

Outro questionamento feito pela reportagem foi também sobre a situação que está no local em relação à falta de segurança. Porém, até o fechamento da edição a prefeitura não encaminhou nenhuma resposta.

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